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24/01/2008

Quanto mais simples melhor! - Parte IV

A quarta regra da simplicidade é: aprenda!
De acordo com Maeda, o conhecimento torna tudo mais simples. Ele dá o exemplo de uma chave de fendas. Quer objeto mais simples e mais fácil de usar? No entanto, mesmo para ela é preciso saber algumas coisas, pra que serve, em que direção rodar para apertar ou soltar os parafusos, etc. Ou seja, mesmo que uma tarefa seja decepcionantemente simples, ela exige um certo nível de informações para ser executada. E isso vale para qualquer objeto, não importa o nível de complexidade. Se você souber manejá-lo, ele vai parecer simples pra você.
O problema, segundo o professor do MIT, é que o tempo que se gasta para aprender é às vezes sentido como "perda de tempo", uma violação da terceira lei da simplicidade. Todos nós evitamos usar os manuais de instrução, imaginando que será mais simples "ir tentando". No entanto, esse método do "achismo" muitas vezes toma mais tempo do que se simplesmente seguissemos as instruções do manual.
No caso de grandes corporações, processos complexos e decisões estratégicas, é a mesma coisa. Muitos executivos acreditam que o "ir fazendo" é a melhor opção, quando uma simples pesquisa de mercado ou algumas horas de estudo e planejamento evitariam muita dor de cabeça e confusão.
Da próxima vez que estiver diante de um problema, estude-o! Conheça o seu inimigo, não é essa a regra? Se você recolher informações suficientes, o problema ficará mais simples, e será resolvido com muito mais rapidez e segurança. O mundo seria muito melhor se as pessoas "achassem" menos e estudassem mais. E não estamos falando só de conhecimento acadêmico, não! No mundo corporativo, muitos saberes tornam-se necessários: saber falar, ouvir, negociar, portar-se em público, conhecer a concorrência, decidir rapidamente, dominar mais de um idioma, dominar bem o seu próprio idioma, interpretar negativas, gerenciar mudanças, dar e receber feedbacks, etc. Nem tudo isso se aprende na escola, mas tudo isso pode ser aprendido e desenvolvido.
Portanto, não tenha medo do conhecimento. Ele é o seu maior aliado!
E (falta de) dinheiro não é mais desculpa... Veja no link ao lado 45 coisas que você pode aprender on line e de graça! Alguns itens são úteis, outros são apenas divertidos, mas vale a pena tentar. A dica é do Favoritos, onde você encontra links para os sites mais interessantes da internet!

22/01/2008

Quanto mais simples melhor! - Parte III

De acordo com Maeda, uma pessoa comum gasta pelo menos uma hora por dia esperando em filas. Acrescente-se a isso os incontáveis segundos, minutos e semanas que gastamos esperando por coisas que não precisam de filas mas são igualmente angustiantes e se terá uma idéia da importância da economia de tempo para a conquista da simplicidade.
A terceira lei da simplicidade é a economia de tempo. Para Maeda, ganhos de tempo são sentidos como simplicidade, por isso é preciso investir nisso quando se quer conquistar um cliente.
Algumas "esperas" são sutis e nem sempre irritam, como esperar a água sair da torneira ou a mudança das estações. No entanto, algumas esperas podem ser tensas, aborrecidas ou desesperadoras, como o download de uma página, a liberação do tráfego em um engarrafamento ou o resultado de um exame difícil.
Ninguém gosta de sofrer a frustração da espera. Todos nós, consumidores ou empresas, tentamos encontrar a melhor forma de ganhar tempo nas mais diversas atividades. Sendo assim, quando uma interação com produtos ou serviços acontece rapidamente, nós interpretamos essa eficiência como simplicidade. E ficamos muito satisfeitos.
Empresas rápidas no atendimento e na liberação de produtos são mais lembradas pelos consumidores porque "simplificam nossa vida". É o caso do SEDEX, do McDonald´s, dos serviços de entrega em casa.
Quando somos forçados a esperar, a vida parece desnecessariamente complexa. Quando ganhamos tempo, sentimos que a vida é simples. E ficamos eternamente agradecidos àqueles que fazem isso acontecer.
Fazer um cliente esperar pode ser mais prejudicial à imagem da sua empresa do que você pensa. E esperar além do previsto, então, é pior ainda. É preferível dizer que vai entregar o produto em cinco dias e levar quatro do que dizer que vai fazer em dois dias e levar uma semana!
Organização e planejamento, nesse caso, são essenciais. Mas, com objetividade, paciência e uma boa ferramenta de gestão de projetos, você consegue suprir as demandas dos seus clientes com maestria.
Portanto, faça cronogramas realistas, seja fiel a ele e torne a vida do seu cliente mais simples! Ele nunca mais vai esquecer isso!
...
Como "presente", confira os artigos abaixo (todos do site Você com mais Tempo), para ganhar tempo e viver mais simples!

18/01/2008

Quanto mais simples melhor! Parte II

A segunda lei da simplicidade é a organização.
Evidentemente, quando as coisas estão muito bagunçadas, seja em casa, na vida pessoal ou nos negócios, tudo parece maior e mais difícil de resolver. Até porque as coisas mais simples tornam-se trabalhos de Hércules, como encontrar as chaves de casa, marcar uma hora no dentista ou conseguir em duas horas dados suficientemente confiáveis para convencer os acionistas a ficar com você.
De acordo com Maeda, a organização faz um sistema grande parecer menor. Para ele, um procedimento de des-complicação rápida (usando a lei da redução) pode até ajudar no curto prazo. De posse das perguntas – o que guardar, e onde -, e com algumas "mãos" pra ajudar, em pouco tempo se arruma muita coisa. O problema é que essa arrumação não dura muito se não houver um “sistema” previamente definido de organização.
Temos falado muito aqui nesse blog sobre planejamento e organização. Isso é natural em uma empresa que vem tentando se adequar a programas de qualidade e a bibliotecas de boas práticas como o MPS.BR, o ITIL e outros. Mas é mais natural ainda em uma empresa que está crescendo e não só não quer perder a qualidade como também quer aumentá-la.
É claro que planejar é demorado, custoso e difícil, mas ganha-se muito tempo e dinheiro depois que as coisas já estão em seus devidos lugares. Isso é um fato. Poder-se-ia pensar que a forma mais “simples” de organizar seria deixar bagunçado, mas isso não é verdade. Com o tempo, a bagunça pode ficar simplesmente insustentável. No caso das empresas, “quebrável” seria uma melhor palavra.
A simplicidade deve ser conquistada com algum esforço, e quanto maior for esse esforço no “princípio”, quando as coisas ainda estão no papel (esse é o caso dos projetos e planos estratégicos), tanto menor ele será depois, quando será preciso apenas manter arrumado o que já está.
Maeda nos dá uma regra que pode ser muito útil quando o assunto é organizar: antes de começar a arrumar, descarte (use a regra número 01!). Depois, arrume tudo de acordo com um sistema suficientemente simples. Ou seja, divida tudo em grupos. Quanto menor o número de grupos, melhor!
O caso da divisão hierárquica nas empresas é bem sintomático. Se você começa a dividir demais, organizar demais, a fazer grupos de grupos de grupos, você acaba caindo na situação descrita na tirinha abaixo...

Afinal, a idéia da organização é fazer as coisas parecerem menores (e melhores), não maiores... Pense nisso, divida sua bagunça em grupos de que você possa lembrar (seis talvez seja o número máximo, se não houver muitos sub-itens) e deixe o resto com sistemas de informação como o ERP e o Business Intelligence, cujo trabalho é justamente “guardar”, no caso do primeiro, e “encontrar” o que foi guardado, no caso do segundo.

Parece simples, não?! Mas o sistema de organização do seu negócio precisa ser definido antes da aquisição dos sistemas, para que o que foi organizado possa ser "mantido" por eles. Afinal, como lembra Luiza Dalmazo (do blog de Governança da ComputerWorld), "prática não é produto"!

16/01/2008

Quanto mais simples melhor! - Parte I

A primeira lei da simplicidade explorada por Maeda é a da Redução. Para ele, “o caminho mais simples para chegar à simplicidade é a redução inteligente”. Ele dá o exemplo do DVD. Se você só usa 5 botões, para que todos os outros? O problema é: e se eu precisar (ou quiser) fazer alguma outra coisa além de pausar, ir pra frente, pra trás e ver o filme? O limite entre o que é realmente necessário e o que é supérfluo é muito tênue, e, evidentemente, depende muito do usuário.

Maeda diz que não é fácil atingir esse ponto “ideal” entre complexidade e simplicidade, esse processo é complexo, mas é importante que ele exista, para que o produto que está sendo desenhado, o projeto que está sendo construído ou a idéia que está sendo posta em prática possam ser, no final, de fato simples. O processo para atingir a simplicidade pode até ser muito complexo, mas pode ser “resumido” nessa idéia – reduzir. Se estiver em dúvida, diz Maeda, descarte. Mas tenha cuidado com o que descartar.

Acreditamos que a primeira regra para saber “o que reduzir”, ou “o que tirar”, seja em um produto ou em um projeto, é pensar com “foco”. Por exemplo, se o foco é a usabilidade do usuário, a interface deve ser simplificada ao máximo, de acordo com as expectativas (de utilização) desse usuário. Ora, só sabemos quais são essas expectativas quando conhecemos muito o usuário. Ou seja, investindo em pesquisa e mais pesquisa. Se os seus usuários são muitos, é preciso encontrar um padrão que sirva para a maioria. Ou optar por trabalhar com pequenos nichos. Se o foco é economizar, as reduções precisarão ser no tipo de material, ou no número de funcionários envolvidos no processo. Se o foco é ter mais tempo para a família, as reduções devem ser no campo do trabalho. E por aí vai.

Resumindo, só é complexo simplificar se você não tem um objetivo definido. Se tem, é só agir de acordo com ele.

E se, como costuma acontecer na maioria dos negócios, o objetivo não for um só, mas “muitos” (é preciso economizar e atender às expectativas dos clientes, é preciso investir em qualidade e em segurança, ter mais tempo e mais trabalho, etc. - é preciso, enfim, lidar com mil e uma variáveis)?

Ora, nesses casos, a regra de Maeda continua valendo: diminua então as variáveis. Qual delas é a mais importante? Quando se fala em foco, é importante que ele seja simples, para que os passos seguintes sejam mais fáceis.

Só que, a partir daí, é preciso coerência. Se o objetivo for atender muito bem o cliente, o que fazer quando o número de clientes cresce? A resposta é simples, aumentar proporcionalmente o corpo de atendimento, mas sem perder a qualidade. Se houver precipitação ou ganância nessa hora, corre-se o risco de reduzir errado, não investindo em novas contratações e perdendo qualidade de atendimento no final. E porque isso acontece tanto? Por que as empresas crescem e ficam piores? Porque ficam mais complexas? Não, porque perdem o foco anterior (se é que ele existia).

Portanto, se o seu foco é realmente o cliente, invista nele! Invista em funcionários qualificados para o atenderem bem, invista em materiais de qualidade para o seu produto, invista em pesquisa, em novidades para surpreendê-lo, invista em relacionamento, em comunicação, em confiança (se você não estiver fazendo tudo isso, reflita: seu foco é mesmo o cliente?).

Com tudo isso, pode até ser que os resultados cheguem mais lentamente, mas certamente chegarão com mais solidez. E ficarão por muito mais tempo!

Lembre-se, a regra não é só reduzir! É reduzir com inteligência. E isso pode ser traduzido em: reduza pensando no seu objetivo!

26/12/2007

Nunca mais esqueça nada!

Confiram a dica da Luiza Voll, do blog Favoritos, para que as suas resoluções de ano novo virem planos, projetos, tarefas e, depois disso tudo, realidade!
A dica é o site Remember the Milk, um gerenciador de tarefas on-line que você pode acessar de qualquer lugar e que conta com vários recursos interessantes, como envio de lembretes por celular e o uso de nuvens de tags para ver quais tarefas estão mais "urgentes" no momento.

18/12/2007

Desenhos para mudar a vida e os negócios!

Ralph Perrine acredita que o desenho (de esquemas e gráficos) é indispensável para um bom planejamento e para melhorar processos colaborativos - duas coisas importantíssimas para o sucesso!
Confiram no PDF (em inglês) "desenhos que vão mudar a sua vida" alguns desses desenhos, para que eles servem e como desenhá-los! Eles ajudam a focalizar idéias, trazer clareza e efetividade ao planejamento, além de dar uma visão do todo rápida e objetiva!
São quatro desenhos ao todo, onde você vai aprender a:
  1. Fazer um balanço de vida.
  2. Obter um panorama (de 360 graus) das situações de risco ou que merecem cuidado em um projeto (de negócios ou de vida...).
  3. Elaborar um percurso crítico (passos principais) para um projeto dar certo!
  4. Definir seu "núcleo" estratégico - aprendendo a separar o que é importante do que não é.

Boa leitura!

Fonte: Change This!

28/11/2007

Planejar, Conhecer, Agir e Compartilhar - Gestão de Carreira em 4 atos

Você se preocupa com a sua carreira e acredita que está fazendo todo o possível para que ela não saia dos trilhos? Nós aqui da Quantum acreditamos que o sucesso de uma carreira depende de 4 áreas-chave, ilustradas na figura abaixo.

Cada uma das áreas depende das outras, e todas elas estão intimamente relacionadas. Por exemplo, se você não investe em atualização, não consegue superar expectativas, se não supera expectativas, não pode promover seu trabalho de forma adequada, e por aí vai. Se você não planeja, não consegue tempo para compartilhar idéias novas e feedbacks construtivos, não descobre onde errou, não ouve críticas nem espalha elogios, fica, portanto, centrado em si mesmo e na repetição do que já conhece. Se não planeja, também não consegue tempo pra se atualizar, para pesquisar novidades, para aprender coisas novas e, assim, ter o que compartilhar com o mundo.

Enfim, não é nada fácil investir em crescimento, mas os resultados são compensadores. E reais.

Na reportagem “10 pecados mortais para a carreira”, feita por Thomas Hoffman para a Computerworld americana, você vai encontrar 10 dicas muito interessantes, dadas por John M. McKee, presidente da BusinessSuccessCoach.net, empresa de treinamento e consultoria para a carreira. Os 10 pecados citados por McKee estão listados a seguir, mas vale a pena conferir a reportagem completa, para aprofundar os itens.
  1. Não ter um plano de vida.
  2. Não atualizar suas habilidades.
  3. Não entregar resultados.
  4. Confundir eficiência com eficácia.
  5. Acreditar que você é insubstituível.
  6. Conhecer todas as respostas.
  7. Cercar-se de bajuladores.
  8. Esquecer-se de dar crédito a outros.
  9. Falhar na auto-promoção.
  10. Perder a perspectiva.

Como se vê, cada um desses itens pode ser incluído em uma das 4 áreas-chave da figura, e até em mais de uma.

Aproveite para pensar se você está investindo em todas as áreas de forma equânime e se está tomando cuidado para não cometer os “pecados” da lista de McKee. Afinal, um dos passos para o crescimento e o sucesso é a auto-avaliação, que deve ser feita periodicamente.

A lista e o quadro ajudam a fazer essa auto-avaliação de forma objetiva e honesta, mas sem exageros. Se você acredita que não está fazendo nada por sua carreira, e que é o pior profissional do planeta, cuidado! Isso raramente é verdade. Talvez você esteja precisando se renovar, conhecer outras pessoas, receber feedbacks realistas.

Por outro lado, se você está certo de que não precisa mudar nada, que tudo está perfeito e caminhando direitinho em direção ao sucesso, mais cuidado ainda! Talvez você esteja superestimando seu potencial ou precisando de novos desafios.

ps> McKee também tem um blog, sobre gestão de carreira e insights pessoais, confira: Veracity.

20/11/2007

Como fazer apresentações de sucesso!

Confiram a excelente apresentação abaixo (em inglês), que dá ótimas dicas para que a sua apresentação em powerpoint seja um sucesso (além de gerar bons negócios, é claro)!

A dica é do excelente blog do Fábio Seixas, o Versão TXT, um blog sobre Internet, marketing e negócios que merece ser incluído na sua lista de favoritos.

Nós concordamos que fazer apresentações interessantes, objetivas e significativas podem não só causar um impacto positivo como, principalmente, podem nos ajudar a ganhar tempo, indo direto ao ponto (o coração dos ouvintes...). No entanto, para além das dicas "práticas", o que mais nos impressionou foi a orientação do autor para que houvesse mais "significado" nas apresentações de negócio.

De acordo com o autor, significado gera paixão, a paixão atrai a atenção e a atenção leva à ação!

Brilhante, não? E simples. Vale a pena conferir a apresentação toda. Por incrível que pareça, os 61 slides são lidos em um piscar de olhos!

29/10/2007

Erros de Gestão - Parte III

A Gestão do Tempo, de que já falamos aqui, também é um importante item na lista de problemas de gestão que estamos explorando. Quando mal conduzida, ou subestimada, pode trazer muitos problemas para a empresa.
A apresentação abaixo, traduzida para o português por JoaoPL, pode iluminar alguns importantes pontos sobre esse assunto, por isso a disponibilizamos para você.



A apresentação tenta mostrar quão ineficazes são as formas normais de gerirmos o nosso tempo profissional e aponta pistas para melhorarmos o nosso desempenho e qualidade de vida. Confira!

SlideShare Link

Link para apresentação original, em inglês: http://www.slideshare.net/damone/time-management-7439

23/10/2007

Erros de Gestão - Parte II

De acordo com nosso post anterior, o segundo maior erro de gestão diz respeito a problemas de planejamento.

Existem muitos tipos e técnicas de planejamento, mas vamos abordar aqui dois tipos principais, que dizem respeito ao conjunto da empresa, e não apenas uma determinada área. Um deles serve para fazer o negócio nascer. O outro, para permitir que ele cresça e prospere.

O primeiro diz respeito ao que comumente se chama de Plano de Negócios, que é um documento que descreve por escrito quais são os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados. Ele formaliza o foco, as prioridades, as condições de possibilidade do negócio e deve ser feito ANTES da empresa ser aberta, a fim de minimizar os riscos e planejar todas as etapas do empreendimento.

No site do SEBRAE MINAS, o empresário iniciante encontra vasto conteúdo sobre esse tipo de planejamento, além de manuais que explicam como elaborar um bom plano de negócios e de softwares de planejamento capazes de amparar esse processo. Além disso, o Sebrae disponibiliza um serviço de consultoria à distância que avalia o plano de negócios do empreendedor, apontando problemas e evitando, assim, problemas futuros.

O segundo tipo "principal" de planejamento diz respeito ao mais do que conhecido (mas nem sempre executado) Planejamento Estratégico. Construído a partir dos objetivos e etapas definidos no plano inicial, esse planejamento diz respeito, principalmente, às estratégias que devem ser seguidas para que a empresa cumpra seus objetivos, supere-os e mantenha-se firme no caso de contratempos inesperados. Ele deve ser (re)feito continuadamente, todos os anos ou semestres, dependendo da empresa, porque diz respeito à sua continuidade no mercado.
Observado de maneira simples, o planejamento estratégico serve para, estrategicamente, colocar a empresa na melhor posição possível no mercado. Isso não tem a ver com estratégias militares? Tem sim, como o próprio nome já diz. Então, se aprofundarmos um pouco a metáfora, toda a complexidade dessa tão importante ferramenta torna-se um pouco mais clara. Então, vejamos.
1 - Um exército não precisa ir para a guerra com exímios combatentes, armados com as melhores armas? Sim. Então, sua empresa também precisa ir para o mercado com os melhores funcionários que encontrar, treinados da melhor maneira possível, motivados, alinhados com os objetivos da empresa e armados com as ferramentas tecnológicas mais funcionais, produtivas e fáceis de manejar do mercado.

Como fazer tudo isso? Planejando. Reservando caixa para treinamento contínuo de pessoal, pesquisando no mercado soluções simples mas poderosas, que atendam às suas demandas sem esvaziar o seu bolso. Motivando sempre seus colaboradores e priorizando sempre o humano em lugar do financeiro (melhor tipo de motivação que existe). Entre outras coisas.

2 - Um exército não precisa estar bem posicionado no campo de batalha, para que não seja cercado pelo inimigo? Claro. Então, sua empresa precisa estar muito bem focada, posicionando-se no mercado de maneira clara, oferecendo produtos e serviços de qualidade aos clientes que realmente precisam e desejam esses produtos (mercados de nicho são muito mais rentáveis).

Como fazer tudo isso? Planejando. Reservando tempo e dinheiro para pesquisar a fundo o seu mercado, os seus clientes, o que eles REALMENTE querem e desejam. Pesquisando sempre novos mercados, novas oportunidades de negócio e novas técnicas de produção/estoque/vendas. Investindo em treinamento para que os colaboradores tratem seus clientes da melhor maneira possível. Investindo em qualidade crescente para seus produtos e serviços. E muito mais.

3 - Um exército não precisa de uma forte ligação entre seus membros, principalmente entre os que estão vendo o avanço das tropas de cima e os que estão na linha de frente da batalha? Definitivamente sim. Então, sua empresa também precisa de uma comunicação eficiente, clara e de confiança entre seus membros, principalmente entre superiores e subordinados.
Como conquistar tudo isso? Planejando. Programando ações combinadas e reuniões periódicas que somem em vez de diminuir. Integrando todos os colaboradores e parceiros em uma rede de confiança e compromisso, onde TODOS saibam para onde a empresa pretende ir, e o que eles ganharão se a ajudarem nessa batalha.
4 - E finalmente, um exército não precisa conhecer o exército inimigo? Sim, sim, sim, sim! Então, sua empresa precisa conhecer a concorrência a fundo. Em todos os detalhes.
Como fazer isso? Planejando. Reservando pessoal e dinheiro para pesquisas de mercado. Observando de perto os concorrentes, visitando-os, acompanhando sua evolução.
Muitas outras associações podem ser feitas, mas cremos que o objetivo foi cumprido, que é o de apontar para a importância do planejamento na vida de uma empresa. Quando ele não existe, é incoerente com os objetivos da empresa ou inconsistente, é fácil ver o que acontece: a empresa perde a guerra. Às vezes, com baixas consideráveis e fatais.
Quando se planeja de maneira eficiente, tempo e dinheiro não são fatores limitadores - Pense nisso!
Para aprender mais, confira no Portal da Administração o ótimo artigo de Nori Lúcio Júnior, onde o tema é abordado através de 10 itens muito bem explicados!

02/10/2007

Parcerias vencedoras: Alinhamento entre TI e áreas de negócio

Já comentamos aqui sobre o processo de desenvolvimento de um software e a necessidade de acompanhamento e planejamento contínuos de todo o processo, desde o esboço das demandas (requisitos) iniciais até a implantação.
Hoje, vamos nos concentrar em uma questão muito importante. Para que um software seja bem utilizado por seus usuários, em toda a sua potencialidade, é importante que algumas questões relativas ao “alinhamento” entre a área de TI e as diversas áreas de negócio que vão utilizar a solução sejam observadas.
Quando a área de TI precisa “comprar” ou desenvolver um sistema que vai impactar diretamente no trabalho de muitas pessoas e áreas da empresa, a integração entre essas áreas e a área de TI é essencial.
O investimento da diretoria e dos líderes da área/departamento em questão (se a empresa toda for utilizar a solução, todos os diretores e gerentes devem participar do processo) é o primeiro passo para fazer as negociações e reuniões posteriores darem certo. Esses líderes precisam “comprar” a idéia, uma vez que são eles que vão acompanhar o processo de implantação e treinamento e as mudanças que esses processos trazem. Também são eles que vão acompanhar os resultados e conviver, cotidianamente, com o sistema.
Portanto, se eles estiverem presentes também na fase de determinação de requisitos, e puderem, se não tomar decisões, pelo menos participar das discussões, “traduzindo” para os profissionais de TI como funciona o seu departamento ou área e que rotinas e tarefas o sistema EFETIVAMENTE deve fazer, o resultado final será bem próximo do ótimo, senão do excelente.
As fases de planejamento do desenvolvimento (ou da implantação) do sistema também são muito importantes, e é imprescindível a presença dos gerentes das áreas afetadas nessas etapas. Se sua presença já é importante nas primeiras fases do planejamento, que dirá das intermediárias, onde são feitas revisões e/ou modificações no plano original.
Pensem bem, se essas mudanças não forem comunicadas, ou negociadas, com as pessoas que vão utilizar realmente o sistema (ou com o seu “representante”), como se pode esperar que o projeto como um todo dê certo? A “manutenção” do alinhamento, portanto, também é um fator preocupante e que não pode ser desconsiderado.
Às vezes, em projetos muito longos, as fases iniciais de planejamento e definição de expectativas são enfrentadas com entusiasmo, mas, com o passar do tempo, os ânimos arrefecem ou se misturam com inúmeras outras tarefas, então o projeto de desenvolvimento ou implantação do sistema acaba sendo “acompanhado” de perto apenas pelos profissionais da área de TI, o que acaba pondo em risco todo o investimento inicial.
Para que nada disso aconteça, portanto, é preciso planejar muito, envolver ativamente todos os interessados no processo e manter esse envolvimento e participação até o final.
Para tanto, a reportagem da ComputerWorld dá algumas dicas. E preciosas!
Listamos algumas abaixo, mas você pode conferir a reportagem toda aqui.
Truques práticos de alinhamento entre TI e áreas de negócio:
  • Não permita agendas secretas. Exija que todas as partes interessadas esclareçam suas expectativas no início. Depois discuta-as até haver consenso.
  • Estabeleça metas em conjunto. Não deixe que os líderes de negócio ditem as expectativas.
    Deixe claro, no início, o custo das mudanças. Certifique-se de que as partes interessadas entendam que uma mudança em um aspecto - budget, prazo ou escopo -- afetará os outros dois.
  • Descubra qual é a prioridade da unidade de negócio em cada projeto: cumprir prazo, cortar custos ou criar uma nova funcionalidade. Depois se concentre nesta prioridade.
  • Reúna profissionais de negócio e de TI, se possível. Nada supera as reuniões frente a frente freqüentes com os responsáveis pelo negócio. Não receie um excesso de comunicação.
  • Explique aos usuários finais como e por que o suporte mudará se você terceirizou uma atividade de TI.

Siga as regras e boa sorte!



18/09/2007

Aprenda outros idiomas pela web!


O blog MeioBit postou uma ótima dica, que pode ser muito interessante para os executivos, que vivem sem tempo para nada e não saem do computador. É um sistema de aprendizado de idiomas que usa atividades práticas, muita conversação e pode ser acessado pela web - o LingQ!


No ambiente do LingQ, é possível realizar atividades de leitura, audição, redação e conversação (com Skype). A maioria das atividades é gratuita, mas para participar das práticas de conversação via Skype é necessário comprar pontos através do PayPal.


Os idiomas disponíveis são: inglês, russo, alemão, francês, sueco, espanhol, italiano, português e japonês.



13/09/2007

Gestão do Tempo - o problema da prioridade

Nosso mundo é um mundo de excessos. Excesso de informação, excesso de entretenimento, excesso de trabalho, excesso de comunicação, excesso de sociabilidade.
Só o que falta, pra poder viver tudo isso, é TEMPO.
Quem já não parou para pensar em quanto tempo é gasto assistindo a filmes superficiais ou a comerciais inúteis, visitando parentes distantes ou indo a festas com pessoas que não nos acrescentam nada, fazendo cursos sobre assuntos que não nos dizem respeito ou comprando pilhas de revistas que nem mesmo são lidas? Isso sem falar na avalanche diária de e-mails, telefonemas, reuniões, compromissos sociais e "pepinos" dos mais diversos?
É por tudo isso que os cursos de Gestão do Tempo têm proliferado na internet e nas escolas de administração e negócios. Os executivos, mais do que ninguém, têm sofrido a sobrecarga de estímulos da pós-modernidade e não sabem o que fazer com ela.
No entanto, a grande maioria desses cursos aponta para um "primeiro passo" que é muito significativo. A primeira coisa a fazer para se organizar é estabelecer PRIORIDADES (há uma "experiência" bastante famosa para entender melhor esse conceito, confira aqui).
Isso significa, basicamente, que temos que rejeitar toda uma série de coisas se quisermos "realmente" fazer aquilo que nos interessa mais. O "realmente" vai entre aspas porque, de acordo com nossa experiência como gestores, é aí que mora o problema.
Aos executivos que se deparam com problemas de organização e gestão do tempo, normalmente é pedido que façam uma lista de prioridades. As listas, de uma maneira geral, estabelecem família, cônjuges, amigos e aperfeiçoamento pessoal como prioridades. Ou seja, coisas com as quais todos nós "gostaríamos" de gastar o maior tempo possível. No entanto, não é isso o que acontece na realidade.
Antes, no entanto, de fazer todo um planejamento (segundo passo) baseado nas prioridades listadas, é preciso parar um pouco pra pensar. Pensar se realmente aquelas prioridades são verdadeiras, se não as colocamos ali porque "gostaríamos" que fosse assim. Por exemplo, não adianta colocar "passar mais tempo com a família" como prioridade se, lá no fundo, você prefere mesmo ficar navegando na internet ou vendo filmes de luta até de madrugada. Por melhor que seja a boa intenção, ao fim de um par de semanas, o planejamento já foi por água abaixo, porque você acabará dando um jeito de "boicotar" a festa de 15 anos da sua sobrinha para assistir aos últimos lançamentos de ação.
Isso porque qualquer planejamento baseado em uma lista de prioridades "falsa" tende ao fracasso. Se você quer ter mais tempo para fazer o que gosta, é bom ser honesto nessa hora de estabelecer prioridades. Caso contrário, você mesmo vai empurrar seu planejamento gaveta abaixo, junto com todos os outros planos que você já arquitetou.
É bom pensar também que nossas atitudes ATUAIS já dizem muito sobre o que realmente queremos. Se você compromete relacionamentos para varar as noites estudando, ou se trabalha até mais tarde para conseguir aquele cargo tão almejado, é porque você TEM essas coisas como prioridades, e não outras.
Muito antes de tentar organizar os minutos e segundos do seu dia, é bom começar a enxergar melhor seus desejos, suas aspirações, suas afinidades. E ficar de bem com elas, não importa o que diga o resto do mundo ou os manuais de auto-ajuda. Se isso não for feito, o resultado será muita frustração, muito tempo perdido fazendo o que (no fundo) não se quer e ainda mais frustração de sobremesa.
Portanto, como primeiro passo, seja verdadeiro com suas prioridades, e o tempo correrá a seu favor!
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E se você quer mais dicas e reflexões sobre esse tema, confira o site http://www.vocecommaistempo.com.br.
O site traz dicas preciosas, testes, artigos, blogs, fóruns, tudo sobre esse que é um dos nossos bens mais preciosos.
Confira também o artigo de Ernesto Artur sobre o tema: Gestão do Tempo: como alavancar sua produtividade diária.