24/01/2008

Quanto mais simples melhor! - Parte IV

A quarta regra da simplicidade é: aprenda!
De acordo com Maeda, o conhecimento torna tudo mais simples. Ele dá o exemplo de uma chave de fendas. Quer objeto mais simples e mais fácil de usar? No entanto, mesmo para ela é preciso saber algumas coisas, pra que serve, em que direção rodar para apertar ou soltar os parafusos, etc. Ou seja, mesmo que uma tarefa seja decepcionantemente simples, ela exige um certo nível de informações para ser executada. E isso vale para qualquer objeto, não importa o nível de complexidade. Se você souber manejá-lo, ele vai parecer simples pra você.
O problema, segundo o professor do MIT, é que o tempo que se gasta para aprender é às vezes sentido como "perda de tempo", uma violação da terceira lei da simplicidade. Todos nós evitamos usar os manuais de instrução, imaginando que será mais simples "ir tentando". No entanto, esse método do "achismo" muitas vezes toma mais tempo do que se simplesmente seguissemos as instruções do manual.
No caso de grandes corporações, processos complexos e decisões estratégicas, é a mesma coisa. Muitos executivos acreditam que o "ir fazendo" é a melhor opção, quando uma simples pesquisa de mercado ou algumas horas de estudo e planejamento evitariam muita dor de cabeça e confusão.
Da próxima vez que estiver diante de um problema, estude-o! Conheça o seu inimigo, não é essa a regra? Se você recolher informações suficientes, o problema ficará mais simples, e será resolvido com muito mais rapidez e segurança. O mundo seria muito melhor se as pessoas "achassem" menos e estudassem mais. E não estamos falando só de conhecimento acadêmico, não! No mundo corporativo, muitos saberes tornam-se necessários: saber falar, ouvir, negociar, portar-se em público, conhecer a concorrência, decidir rapidamente, dominar mais de um idioma, dominar bem o seu próprio idioma, interpretar negativas, gerenciar mudanças, dar e receber feedbacks, etc. Nem tudo isso se aprende na escola, mas tudo isso pode ser aprendido e desenvolvido.
Portanto, não tenha medo do conhecimento. Ele é o seu maior aliado!
E (falta de) dinheiro não é mais desculpa... Veja no link ao lado 45 coisas que você pode aprender on line e de graça! Alguns itens são úteis, outros são apenas divertidos, mas vale a pena tentar. A dica é do Favoritos, onde você encontra links para os sites mais interessantes da internet!

22/01/2008

Quanto mais simples melhor! - Parte III

De acordo com Maeda, uma pessoa comum gasta pelo menos uma hora por dia esperando em filas. Acrescente-se a isso os incontáveis segundos, minutos e semanas que gastamos esperando por coisas que não precisam de filas mas são igualmente angustiantes e se terá uma idéia da importância da economia de tempo para a conquista da simplicidade.
A terceira lei da simplicidade é a economia de tempo. Para Maeda, ganhos de tempo são sentidos como simplicidade, por isso é preciso investir nisso quando se quer conquistar um cliente.
Algumas "esperas" são sutis e nem sempre irritam, como esperar a água sair da torneira ou a mudança das estações. No entanto, algumas esperas podem ser tensas, aborrecidas ou desesperadoras, como o download de uma página, a liberação do tráfego em um engarrafamento ou o resultado de um exame difícil.
Ninguém gosta de sofrer a frustração da espera. Todos nós, consumidores ou empresas, tentamos encontrar a melhor forma de ganhar tempo nas mais diversas atividades. Sendo assim, quando uma interação com produtos ou serviços acontece rapidamente, nós interpretamos essa eficiência como simplicidade. E ficamos muito satisfeitos.
Empresas rápidas no atendimento e na liberação de produtos são mais lembradas pelos consumidores porque "simplificam nossa vida". É o caso do SEDEX, do McDonald´s, dos serviços de entrega em casa.
Quando somos forçados a esperar, a vida parece desnecessariamente complexa. Quando ganhamos tempo, sentimos que a vida é simples. E ficamos eternamente agradecidos àqueles que fazem isso acontecer.
Fazer um cliente esperar pode ser mais prejudicial à imagem da sua empresa do que você pensa. E esperar além do previsto, então, é pior ainda. É preferível dizer que vai entregar o produto em cinco dias e levar quatro do que dizer que vai fazer em dois dias e levar uma semana!
Organização e planejamento, nesse caso, são essenciais. Mas, com objetividade, paciência e uma boa ferramenta de gestão de projetos, você consegue suprir as demandas dos seus clientes com maestria.
Portanto, faça cronogramas realistas, seja fiel a ele e torne a vida do seu cliente mais simples! Ele nunca mais vai esquecer isso!
...
Como "presente", confira os artigos abaixo (todos do site Você com mais Tempo), para ganhar tempo e viver mais simples!

18/01/2008

Quanto mais simples melhor! Parte II

A segunda lei da simplicidade é a organização.
Evidentemente, quando as coisas estão muito bagunçadas, seja em casa, na vida pessoal ou nos negócios, tudo parece maior e mais difícil de resolver. Até porque as coisas mais simples tornam-se trabalhos de Hércules, como encontrar as chaves de casa, marcar uma hora no dentista ou conseguir em duas horas dados suficientemente confiáveis para convencer os acionistas a ficar com você.
De acordo com Maeda, a organização faz um sistema grande parecer menor. Para ele, um procedimento de des-complicação rápida (usando a lei da redução) pode até ajudar no curto prazo. De posse das perguntas – o que guardar, e onde -, e com algumas "mãos" pra ajudar, em pouco tempo se arruma muita coisa. O problema é que essa arrumação não dura muito se não houver um “sistema” previamente definido de organização.
Temos falado muito aqui nesse blog sobre planejamento e organização. Isso é natural em uma empresa que vem tentando se adequar a programas de qualidade e a bibliotecas de boas práticas como o MPS.BR, o ITIL e outros. Mas é mais natural ainda em uma empresa que está crescendo e não só não quer perder a qualidade como também quer aumentá-la.
É claro que planejar é demorado, custoso e difícil, mas ganha-se muito tempo e dinheiro depois que as coisas já estão em seus devidos lugares. Isso é um fato. Poder-se-ia pensar que a forma mais “simples” de organizar seria deixar bagunçado, mas isso não é verdade. Com o tempo, a bagunça pode ficar simplesmente insustentável. No caso das empresas, “quebrável” seria uma melhor palavra.
A simplicidade deve ser conquistada com algum esforço, e quanto maior for esse esforço no “princípio”, quando as coisas ainda estão no papel (esse é o caso dos projetos e planos estratégicos), tanto menor ele será depois, quando será preciso apenas manter arrumado o que já está.
Maeda nos dá uma regra que pode ser muito útil quando o assunto é organizar: antes de começar a arrumar, descarte (use a regra número 01!). Depois, arrume tudo de acordo com um sistema suficientemente simples. Ou seja, divida tudo em grupos. Quanto menor o número de grupos, melhor!
O caso da divisão hierárquica nas empresas é bem sintomático. Se você começa a dividir demais, organizar demais, a fazer grupos de grupos de grupos, você acaba caindo na situação descrita na tirinha abaixo...

Afinal, a idéia da organização é fazer as coisas parecerem menores (e melhores), não maiores... Pense nisso, divida sua bagunça em grupos de que você possa lembrar (seis talvez seja o número máximo, se não houver muitos sub-itens) e deixe o resto com sistemas de informação como o ERP e o Business Intelligence, cujo trabalho é justamente “guardar”, no caso do primeiro, e “encontrar” o que foi guardado, no caso do segundo.

Parece simples, não?! Mas o sistema de organização do seu negócio precisa ser definido antes da aquisição dos sistemas, para que o que foi organizado possa ser "mantido" por eles. Afinal, como lembra Luiza Dalmazo (do blog de Governança da ComputerWorld), "prática não é produto"!

16/01/2008

Quanto mais simples melhor! - Parte I

A primeira lei da simplicidade explorada por Maeda é a da Redução. Para ele, “o caminho mais simples para chegar à simplicidade é a redução inteligente”. Ele dá o exemplo do DVD. Se você só usa 5 botões, para que todos os outros? O problema é: e se eu precisar (ou quiser) fazer alguma outra coisa além de pausar, ir pra frente, pra trás e ver o filme? O limite entre o que é realmente necessário e o que é supérfluo é muito tênue, e, evidentemente, depende muito do usuário.

Maeda diz que não é fácil atingir esse ponto “ideal” entre complexidade e simplicidade, esse processo é complexo, mas é importante que ele exista, para que o produto que está sendo desenhado, o projeto que está sendo construído ou a idéia que está sendo posta em prática possam ser, no final, de fato simples. O processo para atingir a simplicidade pode até ser muito complexo, mas pode ser “resumido” nessa idéia – reduzir. Se estiver em dúvida, diz Maeda, descarte. Mas tenha cuidado com o que descartar.

Acreditamos que a primeira regra para saber “o que reduzir”, ou “o que tirar”, seja em um produto ou em um projeto, é pensar com “foco”. Por exemplo, se o foco é a usabilidade do usuário, a interface deve ser simplificada ao máximo, de acordo com as expectativas (de utilização) desse usuário. Ora, só sabemos quais são essas expectativas quando conhecemos muito o usuário. Ou seja, investindo em pesquisa e mais pesquisa. Se os seus usuários são muitos, é preciso encontrar um padrão que sirva para a maioria. Ou optar por trabalhar com pequenos nichos. Se o foco é economizar, as reduções precisarão ser no tipo de material, ou no número de funcionários envolvidos no processo. Se o foco é ter mais tempo para a família, as reduções devem ser no campo do trabalho. E por aí vai.

Resumindo, só é complexo simplificar se você não tem um objetivo definido. Se tem, é só agir de acordo com ele.

E se, como costuma acontecer na maioria dos negócios, o objetivo não for um só, mas “muitos” (é preciso economizar e atender às expectativas dos clientes, é preciso investir em qualidade e em segurança, ter mais tempo e mais trabalho, etc. - é preciso, enfim, lidar com mil e uma variáveis)?

Ora, nesses casos, a regra de Maeda continua valendo: diminua então as variáveis. Qual delas é a mais importante? Quando se fala em foco, é importante que ele seja simples, para que os passos seguintes sejam mais fáceis.

Só que, a partir daí, é preciso coerência. Se o objetivo for atender muito bem o cliente, o que fazer quando o número de clientes cresce? A resposta é simples, aumentar proporcionalmente o corpo de atendimento, mas sem perder a qualidade. Se houver precipitação ou ganância nessa hora, corre-se o risco de reduzir errado, não investindo em novas contratações e perdendo qualidade de atendimento no final. E porque isso acontece tanto? Por que as empresas crescem e ficam piores? Porque ficam mais complexas? Não, porque perdem o foco anterior (se é que ele existia).

Portanto, se o seu foco é realmente o cliente, invista nele! Invista em funcionários qualificados para o atenderem bem, invista em materiais de qualidade para o seu produto, invista em pesquisa, em novidades para surpreendê-lo, invista em relacionamento, em comunicação, em confiança (se você não estiver fazendo tudo isso, reflita: seu foco é mesmo o cliente?).

Com tudo isso, pode até ser que os resultados cheguem mais lentamente, mas certamente chegarão com mais solidez. E ficarão por muito mais tempo!

Lembre-se, a regra não é só reduzir! É reduzir com inteligência. E isso pode ser traduzido em: reduza pensando no seu objetivo!

15/01/2008

Quanto mais simples melhor!

Para recomeçar bem, resolvemos escolher um assunto que pudesse inspirar reflexões ao longo de todo o ano – a simplicidade.

Não é um tema novo, mas tem sido muito discutido e trabalhado no mundo contemporâneo, que anda, como todos sabemos, cada vez mais complicado e difícil de entender. A busca pela simplicidade tem virado uma espécie de obsessão moderna. A Philips, por exemplo, transformou-a em lema para seus produtos e para a organização como um todo. Aqui no Brasil, temos até uma publicação recente – Vida Simples – que vem encorajando as pessoas a tentar modificar hábitos e costumes em prol de uma existência mais tranqüila e fácil de levar.

Aqui na Quantum, essa preocupação ficou mais forte quando incluímos o SADIG na nossa cesta de soluções. Isso porque esse sistema de Business Intelligence foi todo construído em cima desse objetivo - tornar mais fácil e simples a vida das pessoas que lidavam com dados complexos o tempo todo, os executivos responsáveis pelas decisões estratégicas das empresas. Com o Sadig, os dados podem continuar complexos, mas as informações que chegam aos decisores são simples de ver, de interpretar e de entender. A simplicidade do sistema acabou contagiando as outras soluções da Quantum, e até a nossa forma de trabalhar.

Em outras palavras, buscar a simplicidade passou a ser um desafio diário, constante, permanente. Tanto nos processos internos quanto nas soluções que apresentamos aos clientes. Até o lema da empresa – Quantum: sua vida cada vez mais soft! – foi inspirado nesse ideal.

Portanto, pra começar bem o ano, decidimos refletir aqui no blog sobre as 10 leis da simplicidade propostas no livro de John Maeda, Professor do MIT e responsável pelo MIT Simplicity Consortium (Consórcio da Simplicidade), um programa de pesquisa experimental do MIT Media Lab que busca desenvolver tecnologias voltadas para designs mais simples de entender, de usar e de aproveitar.
O livro em si é simples, fácil de ler, mas as questões que ele coloca são muito interessantes e envolventes, levando-nos a pensar sobre o nosso cotidiano e sobre a maneira como fazemos nossos produtos e negócios e como conduzimos nossas relações. Por tudo isso, vamos discuti-lo aqui.

Você pode conhecer as 10 leis aqui (blog do autor - em inglês), comprar o livro aqui, ler uma entrevista dada pelo autor aqui e ler o excelente artigo do Frederick van Amstel (do Usabilidoido) sobre o livro aqui.
Aguarde os artigos sobre esse tema aqui no blog e compartilhe o que você pensa sobre o assunto!

14/01/2008

De volta!

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
Mário Quintana
Após um breve intervalo, estamos voltando à ativa. Prepare-se, porque estamos preparando um cardápio de novidades muito interessante para 2008, tanto para a Quantum como um todo quanto para esse nosso novo espaço de integração e conhecimento!
Em breve daremos mais notícias, mas por enquanto podemos adiantar que todos vão sair ganhando! Teremos mais conteúdo de qualidade, mais promoções, mais espaço para os clientes e muitas, muitas dicas de sites, leituras, soluções e ferramentas para tornar sua vida mais fácil, divertida e organizada.
Bem-vindo de volta!

26/12/2007

Nunca mais esqueça nada!

Confiram a dica da Luiza Voll, do blog Favoritos, para que as suas resoluções de ano novo virem planos, projetos, tarefas e, depois disso tudo, realidade!
A dica é o site Remember the Milk, um gerenciador de tarefas on-line que você pode acessar de qualquer lugar e que conta com vários recursos interessantes, como envio de lembretes por celular e o uso de nuvens de tags para ver quais tarefas estão mais "urgentes" no momento.

21/12/2007

Como defender um Projeto!

Final de ano chegando, todo mundo fazendo mil e um projetos, planejando e esperando por dias melhores, por um mundo todo novo...

Só que, às vezes, planejar só não adianta, é preciso defender o projeto novo, a idéia inovadora, a forma diferente de transformar o cotidiano. Porque afinal, convenhamos, se você não conseguir conquistar adeptos, é pouco provável que seu plano saia do papel!

Isso vale até para planos menos “mirabolantes”, como conseguir enxugar o orçamento ou arrumar tempo para a academia. No primeiro caso, é preciso vender a idéia para a família, para que eles também participem do “aperto” de melhor humor, focados nos ganhos futuros. No segundo, é preciso contar com a participação dos familiares, amigos e colegas de trabalho... Afinal, ninguém consegue ir correr na praça com um monte de trabalho por fazer ou com todo mundo chamando pra um chopinho.

Em resumo, se você não tiver “parceiros” que te ajudem a cumprir o plano (ou que pelo menos não atrapalhem), ele vai acabar furando. Isso vale para a vida pessoal e seus planos de vida, de carreira, de crescimento pessoal. Porquê? Porque não vivemos sozinhos.

Mas essa regra da parceria também vale, e mais ainda, para os planos e projetos do seu negócio. Todos sabemos que idéias inovadoras e planos de transformação precisam ser “comprados” por todos os envolvidos. E não estamos falando só de “diretores” não, mas principalmente dos colaboradores como um todo!

Foi pensando nisso que preparamos esse artigo. Pra ajudá-lo a “vender” o seu projeto. Pra ajudar você a convencer as pessoas de que ele é bom e merece investimento, tempo, atenção.

Ele foi inspirado nas regras do artigo de David Sleight para a A List Apart, traduzido por José Pirauá. O artigo tratava de projetos de design, mas nós adaptamos algumas regrinhas para os nossos propósitos.

Veja abaixo um conjunto de 6 idéias pra te ajudar a vender o seu projeto! E boa sorte!
01 - Venda primeiro para si mesmo!
O primeiro a ser convencido é você. Se você não acredita em algo ou desconfia que alguma “parte” do plano pode dar errado, mude o projeto. Deixe-o confiável e executável para a pessoa mais importante – você.

02 - Aprenda a defender seu projeto sob qualquer circunstância.
Explicar com clareza o porquê do seu projeto quando se está cara a cara com o patrão ou com um cliente que não tem tempo a perder é bem difícil. Defender suas idéias para um público que não acredita muito nelas é ainda mais. Mas é preciso conviver com isso. Nem sempre você terá ouvintes ideais. Aliás, quase nunca. Acostume-se com isso.

03 - Simplifique.
Remova tudo o que for desnecessário, até restar apenas valores reais. Uma boa apresentação de idéias é aquela que pode ser resumida em uma frase. Você consegue fazer isso?

04 - Pratique antes.
Sleight sugere que se pratique com um amigo (ou vários) antes de apresentar o projeto para os "investidores". Mostre a sua idéia e pergunte: “o que você acha?”, isso é suficiente para começar. De acordo com ele, é melhor escutar críticas “antes” do que durante a apresentação oficial – quando os principais interessados podem abandonar o seu projeto para sempre.

Dica de Sleight: “Explique suas decisões. E nunca use: “simplesmente funciona”. Chegar ao fundo dos porquês é a chave. Se você se esforçar honestamente para responder as perguntas e terminar sem palavras para respondê-las, é provável que você precise voltar ao rascunho.

05 - Seja rápido!
De acordo com Sleight, 30 segundos são mais do que suficientes para defender qualquer coisa. Use a experiência e as respostas que você deu ao seu amigo para responder mais rápido e mais convincentemente agora. Respostas rápidas, decididas e objetivas convencem mais do que mil evasivas e teorias complexas. Todos somos pessoas ocupadas, se você for rápido no gatilho, vai acertar mais alvos.

Dica de Sleight: “Usando os melhores pontos das conversas anteriores, e resumindo-os em poucas frases, você estará pronto para lidar com os mais difíceis comentários. Novamente, pense no relógio quando estiver preparando a apresentação e tudo sairá bem.”

Dica de Sleight: “Se existir algo que faz com que você se derreta em elogios, é melhor evitar. É importante entender que uma conversa prolongada não é benéfica.”

06 - Prepare o terreno.
Separe um tempo para pesquisar sobre sua platéia. Visite seus websites, ligue para seus parceiros, leia notícias sobre suas conquistas, acesse seu sistema de CRM. Concentre-se nos seus pontos fortes e fracos e desenvolva sua argumentação levando isso em conta. Cada pessoa pede um tipo de defesa, saiba disso. No caso de projetos mais complexos, não esqueça de levar um power-point poderoso!

Pronto, agora você já está preparado para agir. Pode planejar à vontade!

Versão em inglês do artigo de Sleight: Stand and Deliver.

Versão em português: Como fazer a defesa de um projeto!

18/12/2007

Desenhos para mudar a vida e os negócios!

Ralph Perrine acredita que o desenho (de esquemas e gráficos) é indispensável para um bom planejamento e para melhorar processos colaborativos - duas coisas importantíssimas para o sucesso!
Confiram no PDF (em inglês) "desenhos que vão mudar a sua vida" alguns desses desenhos, para que eles servem e como desenhá-los! Eles ajudam a focalizar idéias, trazer clareza e efetividade ao planejamento, além de dar uma visão do todo rápida e objetiva!
São quatro desenhos ao todo, onde você vai aprender a:
  1. Fazer um balanço de vida.
  2. Obter um panorama (de 360 graus) das situações de risco ou que merecem cuidado em um projeto (de negócios ou de vida...).
  3. Elaborar um percurso crítico (passos principais) para um projeto dar certo!
  4. Definir seu "núcleo" estratégico - aprendendo a separar o que é importante do que não é.

Boa leitura!

Fonte: Change This!

07/12/2007

O desafio da retenção do conhecimento nas empresas.

Imagine o seguinte cenário. Projeto estratégico em andamento. Muito conhecimento sendo gerado, compartilhado, processado. Então, um dos principais executivos ligados ao projeto sai de cena - viaja, muda de empresa, adoece seriamente. O que fazer?
Um dos maiores desafios para a área de Gestão de Projetos é, como se vê, a evasão de informações e de conhecimento estratégico quando um colaborador deixa a casa. Como lidar com isso?
A entrevista com a doutora Blaize Horner Reich dá algumas respostas (ComputerWorld). Vale a pena conferir.
Escolhemos esse assunto porque a Quantum conta com duas soluções que, se integradas e bem gerenciadas, podem ajudar a manter o conhecimento produzido pelos colaboradores dentro da organização!
São elas: o SADIG e o HD-3. A primeira é uma solução de Business Intelligence fácil de usar e muito competitiva. A segunda é uma solução de help-desk que usa inteligência artificial e já está configurada com todas as exigências do PMI do ITIL.
Se os executivos documentarem suas atividades no HD-3, a forma como resolvem os problemas não apenas fica arquivada como pode ser recuperada através de pesquisas simples, já que o sistema utiliza uma interface de consulta inteligente (CBR).O SADIG reúne e processa todas as informações relevantes da companhia (inclusive as do HD-3) e disponibiliza-as de forma simples e acessível. Integrados, esses sistemas podem arquivar muita informação sobre os processos de trabalho da sua empresa. Mas, o mais importante, essas informações podem ser recuperadas com facilidade.
Ou seja, se um executivo importante for embora, boa parte do que ele realizou estará arquivada, podendo servir de base para o treinamento do próximo e para posteriores consultas. Quanto mais se utilizar os sistemas (especialmente o HD-3), mais conhecimento estará sendo retido na sua organização. E menos fragilizado você se sentirá quando perder um funcionário chave.

05/12/2007

Dicas de leitura!

Procurando inspiração? Dê uma conferida na lista abaixo.
A lista foi composta principalmente a partir de várias listas de "Dicas de Leitura" do Fábio Cipriani, que comanda os blogs Serendipidade e BlogCorporativo. Escolhemos os temas que têm mais a ver com os leitores do nosso blog e, claro, os que gostamos mais. Quem quiser colaborar com alguma dica, é só falar!
  1. The Encyclopedia of Business Cliches / Seth Godin / Seth preparou uma lista de clichês usados no mundo dos negócios para que os próprios leitores votem nos "piores" clichês.
  2. The Right Way to Use Web 2.0 / David E. Gumpert, da BusinessWeek / Especialista avalia a web 2.0 e maneiras de explorá-la com eficiência.
  3. Co-Creation Rules! / James Cherkoff & Johnnie Moore / Os autores nos apresentam um manifesto sobre marketing feito por duas cabeças pensantes ao invés de uma. Sempre buscando uma melhor experiência do cliente.
  4. Connecting the Dots between Innovation and Leadership / Knowledge.Wharton / Artigo sobre as ligações entre liderança e inovação.
  5. Pursuit of Luck / Tom Peters / O guru nos fala sobre como alcançar mais "sorte" em seus negócios.
  6. OPORTUNIDADES COM A WEB 2.0 / Túlio Ornelas Iannini (Presidente da ASSESPRO Minas - 2007/2008) / O autor fala sobre a WEB 2.0, suas características, recursos e desafios.
  7. Change This! / Blog para mudar sua maneira de ver os mundo dos negócios. Publica uma série de "manifestos" com insights muito interessantes e idéias inovadoras. É pura inspiração!
  8. A verdadeira identidade corporativa / Di Bella Soma Under / Fala sobre os valores corporativos que não são expressos "oficialmente", mas são "sentidos" e percebidos por todos. O blog como um todo traz artigos e idéias muito interessantes.

Boa Leitura!

30/11/2007

Novo mundo, novos valores!

Pense bem, o que significa sucesso pra você?
Antigamente, podíamos esperar que muitas pessoas respondessem a essa pergunta elencando bens materiais e posição social. Hoje, os valores parecem estar mudando. E muito. As pessoas descobriram que bens imateriais como tempo, paz de espírito e solidaridade podem fazer muito mais pela vida do que prêmios, cargos, posses e fama.
Na reportagem O que é ser bem sucedido?, publicada na Época Negócios de novembro, você confere alguns desses novos valores e algumas das pessoas que os conquistaram.
Curioso é notar que, dos 09 itens citados pela reportagem, 05 estão diretamente relacionados com o fator TEMPO. Parece haver um consenso de que mais tempo fora do escritório significa mais liberdade, mas será que é assim mesmo? Será que saberemos usar esse tempo para escapar da tirania do consumo e/ou do entretenimento fútil?
Não temos ainda essas respostas, mas o futuro dirá se essa mudança de valores, já bem perceptível, trará mudanças "reais" para a nossa sociedade. As outras 04 opções citadas pela reportagem apontam nessa direção (espiritualidade, ecologia, comunidade). O que já é muito estimulante.

28/11/2007

Planejar, Conhecer, Agir e Compartilhar - Gestão de Carreira em 4 atos

Você se preocupa com a sua carreira e acredita que está fazendo todo o possível para que ela não saia dos trilhos? Nós aqui da Quantum acreditamos que o sucesso de uma carreira depende de 4 áreas-chave, ilustradas na figura abaixo.

Cada uma das áreas depende das outras, e todas elas estão intimamente relacionadas. Por exemplo, se você não investe em atualização, não consegue superar expectativas, se não supera expectativas, não pode promover seu trabalho de forma adequada, e por aí vai. Se você não planeja, não consegue tempo para compartilhar idéias novas e feedbacks construtivos, não descobre onde errou, não ouve críticas nem espalha elogios, fica, portanto, centrado em si mesmo e na repetição do que já conhece. Se não planeja, também não consegue tempo pra se atualizar, para pesquisar novidades, para aprender coisas novas e, assim, ter o que compartilhar com o mundo.

Enfim, não é nada fácil investir em crescimento, mas os resultados são compensadores. E reais.

Na reportagem “10 pecados mortais para a carreira”, feita por Thomas Hoffman para a Computerworld americana, você vai encontrar 10 dicas muito interessantes, dadas por John M. McKee, presidente da BusinessSuccessCoach.net, empresa de treinamento e consultoria para a carreira. Os 10 pecados citados por McKee estão listados a seguir, mas vale a pena conferir a reportagem completa, para aprofundar os itens.
  1. Não ter um plano de vida.
  2. Não atualizar suas habilidades.
  3. Não entregar resultados.
  4. Confundir eficiência com eficácia.
  5. Acreditar que você é insubstituível.
  6. Conhecer todas as respostas.
  7. Cercar-se de bajuladores.
  8. Esquecer-se de dar crédito a outros.
  9. Falhar na auto-promoção.
  10. Perder a perspectiva.

Como se vê, cada um desses itens pode ser incluído em uma das 4 áreas-chave da figura, e até em mais de uma.

Aproveite para pensar se você está investindo em todas as áreas de forma equânime e se está tomando cuidado para não cometer os “pecados” da lista de McKee. Afinal, um dos passos para o crescimento e o sucesso é a auto-avaliação, que deve ser feita periodicamente.

A lista e o quadro ajudam a fazer essa auto-avaliação de forma objetiva e honesta, mas sem exageros. Se você acredita que não está fazendo nada por sua carreira, e que é o pior profissional do planeta, cuidado! Isso raramente é verdade. Talvez você esteja precisando se renovar, conhecer outras pessoas, receber feedbacks realistas.

Por outro lado, se você está certo de que não precisa mudar nada, que tudo está perfeito e caminhando direitinho em direção ao sucesso, mais cuidado ainda! Talvez você esteja superestimando seu potencial ou precisando de novos desafios.

ps> McKee também tem um blog, sobre gestão de carreira e insights pessoais, confira: Veracity.

26/11/2007

Global Innovation Exchange - Resumo III

A última palestrante do Global Innovation Exchange foi Cheryl Perkins, fundadora da InnovationEdge e ex-diretora de inovação da gigante Kimberly Clark. Na sua excelente apresentação, ela focou no que as organizações precisam fazer para abrir caminho para a inovação e observou algumas estruturas organizacionais que parecem funcionar particularmente bem: conselhos de inovação, comunidades de práticas e conselhos.
Inicialmente, Perkins explicou como os conselhos de inovação e as comunidades de trabalho prático funcionam na Hewlett-Packard. Eles têm escopos amplamente horizontais dentro da companhia, abrangendo desde múltiplas e diversas unidades de negócios a incubadoras dentro da empresa. Isso permite que os líderes de inovação espalhados por toda a HP possam compartilhar práticas, experiências e processos, além de ajudar a alinhar seu trabalho. Esse tipo de estrutura também ajuda a fazer da inovação um valor nuclear para a organização.
A Kimberly Clark, ex-empregadora de Perkins, utiliza juntas de diretores para conduzir com segurança o fluxo de novos produtos e inovações de mercado. Essas juntas são compostas pelos líderes de inovação da empresa e por experts externos, que ajudam a companhia a identificar oportunidades de negócio. Esses experts ainda ajudam a companhia a identificar áreas de risco nas tecnologias emergentes. Perkins relatou que os membros desses grupos eram todos diretores – de inovação, de marketing, financeiro, e outros. Os experts externos precisam ter de 20 a 25 anos de experiência em sua área de atuação para serem convidados a participar de uma junta.
Nessa era de mercados efêmeros, outro modelo de inovação apareceu, consolidado pela Nokia. Perkins explicou como a Nokia formou o Innovent Group, cujo objetivo é identificar companhias e tecnologias que possam ameaçar seu negócio. O objetivo é se aproximar dessas “ameaças”, ajudando-as a desenvolver seus planos de negócio e estratégias de entrada no mercado e, em alguns casos, investindo nessas start-ups ou adquirindo-as. Ao investir ou fazer-se parceira dessas empresas, a Nokia pode então observá-las de perto, evitando problemas futuros.
Perkins também falou muito sobre abrir espaço para a inovação e encorajou os ouvintes a observar de perto as redes de relacionamento e os ecosistemas onde fazem negócio – parceiros, revendedores, clientes, concorrentes e outros grupos de pessoas e companhias que estão, de uma forma ou de outra, envolvidas no seu negócio. Ela recomendou olhar além do tangível (produtos) e observar o intangível (marcas e ativos humanos) para procurar por novas oportunidades de negócio.
Há coisas que você tem, faz ou sabe que os outros querem ou valorizam. Procure por oportunidades para criar oportunidades ganha-ganha com elas. Ela acrescentou que, usualmente, formar parcerias criativas com outras organizações é capaz de mudar a cultura muito mais depressa do que muitos dos esforços internos empreendidos para firmar o compromisso da empresa com a inovação.

22/11/2007

Seminário de Recursos Humanos e TI


A ASSESPRO, em parceria como o SEBRAE Minas, realiza, no dia 29 de novembro, o I Seminário de Recursos Humanos em Tecnologia da Informação, que objetiva debater questões ligadas a capacitação e gestão de pessoas em empresas de TI, oferecendo propostas de soluções para favorecer o crescimento do mercado e das empresas.

O seminário será dividido em 2 painéis, com a participação de importantes empresas e universidades (Google, Microsoft, PUC Minas e UFMG). A participação é gratuita.

O seminário será realizado juntamente com a Rodada de Negócios OPORTUNE, que acontecerá no Actuall Hotel, localizado em frente ao Carrefour Contagem, de 28 a 30 de novembro. Veja a programação no site do evento e acompanhe as novidades aqui pelo blog da Quantum!

Programação do Seminário
13:30 - Abertura com Presidente da ASSESPRO Minas – Túlio Ornelas Iannini
13:45 - Painel I - Soluções para capacitação de Mão-de-Obra
16:00 - Painel II - Problemas e propostas de soluções para atrair e reter talentos em empresas de TI

Clique aqui para mais informações e inscrições!

20/11/2007

Como fazer apresentações de sucesso!

Confiram a excelente apresentação abaixo (em inglês), que dá ótimas dicas para que a sua apresentação em powerpoint seja um sucesso (além de gerar bons negócios, é claro)!

A dica é do excelente blog do Fábio Seixas, o Versão TXT, um blog sobre Internet, marketing e negócios que merece ser incluído na sua lista de favoritos.

Nós concordamos que fazer apresentações interessantes, objetivas e significativas podem não só causar um impacto positivo como, principalmente, podem nos ajudar a ganhar tempo, indo direto ao ponto (o coração dos ouvintes...). No entanto, para além das dicas "práticas", o que mais nos impressionou foi a orientação do autor para que houvesse mais "significado" nas apresentações de negócio.

De acordo com o autor, significado gera paixão, a paixão atrai a atenção e a atenção leva à ação!

Brilhante, não? E simples. Vale a pena conferir a apresentação toda. Por incrível que pareça, os 61 slides são lidos em um piscar de olhos!

14/11/2007

Global Innovation Exchange - Resumo II

Uma das sessões pré-gravadas oferecidas como parte do seminário virtual Global Innovation Exchange foi a apresentação de Oscar Motomura, presidente fundador do grupo Amana-Key, uma empresa brasileira de consultoria em inovação e excelência em gestão.

Na apresentação, ele destacou oito pontos de reflexão para avaliar o processo de planejamento da sua organização. Mais especificamente, seu planejamento tende a gerar planos previsíveis ou estratégias surpreendentes? Ou alguma coisa entre um e outro? Segue um breve sumário dos oito paradoxos de planejamento, que você pode usar para avaliar criticamente a sua organização e seus processos.

Enquanto lê, lembre-se que cada par de atributos representa um continuum. É possível seguir um dos dois extremos ou um caminho intermediário entre eles. No entanto, Motomura avisa que, em cada paradoxo, tentar acomodar ambos os extremos normalmente não dá certo. O que acontece na maioria das organizações é que eles experimentam um dos extremos por um período de tempo, mas usualmente o entusiasmo inicial passa e um tipo de “gravidade cultural” acaba se impondo, fazendo o modelo dominante (não-inovador) de planejamento retornar.
Planos previsíveis ou estratégias surpreendentes?

Administração vs. Imaginação: a maioria das companhias, quando planeja, o faz de forma muito administrativa, mecânica, seguindo um processo bem definido. Esse modelo comum de planejamento é desenhado para habilitar tomadas de decisão lógicas e racionais. Mas ele deixa pouco ou nenhum espaço para a imaginação. Em uma abordagem imaginativa do planejamento, o foco está na reflexão estratégica, na criatividade e nas escolhas intuitivas. Esses planos tendem a ser mais empreendedores por natureza.

Mecânico vs. Biológico: o planejamento mecânico é muito direcionado pelo processo. Esse tipo de planejamento pensa que “se o processo é bom, então o plano deve ser bom”. É uma abordagem previsível, segura, mas que tende a ignorar possibilidades inovadoras. Por outro lado, uma abordagem biológica é caracterizada pelo “caos criativo”, que tende a levar para soluções mais radicais e novos insights. Se a sua companhia está seguindo esse modelo, ela tem uma cultura onde as pessoas estão livres para pensar de forma diferente?

Aprovação vs. Provocação: os planos são projetados para ganhar a aprovação dos executivos superiores da companhia ou para provocá-los e fazê-los pensar de forma diferente? No planejamento baseado em aprovação, idéias radicais ou de alto risco são usualmente filtradas durante o processo de planejamento, porque os líderes não gostam de anomalias. Na abordagem provocativa, a ênfase está em surpreender e encantar clientes, consumidores, mercado e a alta gerência também. Motomura destaca que alguns líderes podem até dizer em seus discursos que estão comprometidos com a inovação, mas na verdade eles odeiam surpresas.

Prioridade vs. Variação: a maioria das organizações está fortemente focada em planejamentos baseados em prioridades, porque essa é uma das formas mais eficientes de escolher diante de múltiplas alternativas. Aqueles itens que estão no topo da lista entram no plano, os que não estão tendem a se tornar oportunidades não realizadas. Motomura explica que planos baseados em prioridades tendem a deixar para trás pequenas mas interessantes oportunidades, que parecem insignificantes hoje, mas que podem tornar-se extremamente importantes no futuro. A abordagem oposta é tentar uma visada de 360o sobre o ambiente atual e futuro. Você deve prestar atenção a todas as oportunidades à sua volta que podem afetar os resultados da organização. Nesse modelo de planejamento, o foco não é no “não”, mas no “por que não?”. Ele acrescenta que muitas organizações que enfrentaram desastres descobriram que o “elemento destrutivo” estava oculto sob a superfície por muito tempo, mas ninguém prestou atenção nele. Interessante, não?

Conforto vs. Mudanças: a maioria das companhias tende a operar dentro da sua zona de conforto. Esse modelo de planejamento é caracterizado pela já gasta expressão “não se mexe em time que está ganhando”. Ele tende a ser voltado para si mesmo, melhorando processos internos e monitorando insumos e marcas existentes. Já o planejamento baseado em mudança, por sua vez, seguem a filosofia do “quanto maior o desafio, maior a recompensa”. Líderes que seguem esse modelo descobrem que colocar os desafios na mesa gera discussões que provocam, por sua vez, decisões ousadas e corajosas sobre o futuro da organização.
Fragmentos vs. Todo: uma abordagem fragmentada tende a focar no “nicho de mercado” existente – aquela caixa imaginária na qual a companhia decidiu fazer negócios. Em outras palavras, o foco é no negócio já existente. Pouca atenção é dada ao que está fora da caixa: àquilo que é alternativo ou emergente, ao mercado como um todo ou à sociedade em geral. A abordagem oposta considera o “todo”, os espaços em branco em que as oportunidades tendem a ficar. Líderes que seguem essa filosofia percebem que a maioria das inovações vem de fora do universo conhecido, não de dentro de mercados pré-existentes.

Crescimento vs. Evolução: a maioria das empresas de capital aberto é obcecada com crescimento, porque seus acionistas assim o exigem. Esse tipo de planejamento tende a focar na escassez, tentando extrair cada gota de eficiência de cada aspecto do negócio. Uma abordagem evolutiva, por seu turno, está mais focada em fazer diferença, em contribuir, em construir plataformas para o crescimento futuro. Motomura destaca que é muito difícil para as empresas fazerem isso, porque focar em novos negócios ou em inovações radicais geralmente significa ganhos menores ou menos espaço no mercado por um período de tempo – coisas que a maioria dos líderes evita.

Interesse vs. Conscientização:
no modelo baseado em interesse, que predomina hoje, escolhas estratégicas são feitas baseadas no que é melhor para os stakeholders da empresa. Ao tentar se acomodar aos interesses de todos, esse modelo tende a se comprometer demais com a manutenção do status quo. Algumas vezes, companhias que seguem esse modelo ficam tão envolvidas nesse processo de acomodação que acabam perdendo inclusive o propósito da empresa, alerta Motomura. Em contraste, uma companhia focada na conscientização tende a ter um senso maior dos seus propósitos e razões para existir – que com freqüência envolvem contribuições para a sociedade em geral. Esse modelo é caracterizado por um diálogo robusto e pela procura pelo bem comum.
Motomura fechou sua apresentação exortando os ouvintes a observar a realidade dentro das suas próprias organizações. Não escutar o que os executivos seniores estão dizendo, mas observar o que eles estão de fato fazendo e em que estão focando. Armado com esse conjunto de conceitos opostos, você poderá fazer uma avaliação mais crítica a respeito da cultura da sua empresa e de seus processos de planejamento. Essa foi uma ótima apresentação, provocadora e inteligente.

12/11/2007

Global Innovation Exchange - Resumo I [07/11/07]



Como prometemos no último post, vamos disponibilizar aqui os resumos (traduzidos por nós e publicados pelo Innovation Weblog) do evento Global Innovation Exchange, seminário virtual sobre inovação que esteve no ar até 09 de novembro.

O primeiro resumo será o do dia 07 de novembro, quando falou Steve LaMonte, Vice Presidente de Inovação da Johnson & Johnson Healthcare Products.

De acordo com LaMonte, a estratégia da Johnson & Johnson’s com relação à inovação é agressiva. A companhia vê a inovação como uma potencialidade que precisa ser fortemente impulsionada em todas as áreas de negócio da empresa. A partir dessa idéia, um time de líderes definiu um “mapa” para ajudar a conduzir a estratégia de inovação da empresa, que inclui os seguintes pontos:
  1. Um conselho de líderes de inovação, que planeja a estratégia e ajuda a alinhar os outros líderes das inúmeras subdivisões da J&J com os objetivos de inovação da empresa.

  2. Uma comunidade de práticas, que reúne as melhores práticas inovadoras e modelos vindos de todas as áreas da companhia e permite compartilhar esse conhecimento.
  3. Treinamento em inovação, que permite que os líderes viabilizem os projetos de inovação.

  4. Objetivos e métricas de inovação, que estão desenhados para alinhar os esforços de inovação da companhia com os objetivos corporativos mais gerais.

Quando perguntado sobre o que inspirou o desenvolvimento desse mapa, LaMonte explicou que ele foi o resultado do trabalho de um grupo de líderes de inovação vindos de várias divisões da companhia, que se reuniram para compartilhar insights e planejar uma estratégia de inovação que estivesse de acordo com as necessidades da J&J.

Quando foram abordadas questões como cultura corporativa e inovação, LaMonte indicou que os líderes de inovação da J&J não têm medo de se perguntar coisas como:

  1. Que tipo de cultura nós queremos?

  2. Os meus colegas têm a permissão, os recursos e o suporte que precisam para serem inovadores?

  3. Que comportamentos e mecanismos de reforço precisam ser estimulados para que a inovação floresça?

  4. Os executivos e gestores dão suporte ativo às novas idéias e encorajam seus colegas a experimentar?

LaMonte identificou ainda um certo número de desafios que a J&J enfrentou quando ampliou seu compromisso com a inovação. Eles são comuns a muitas outras companhias:

  • Separar tempo para pensar e refletir enquanto outras prioridades do negócio estão sendo trabalhadas. Através de treinamentos, desenvolver as habilidades necessárias para que os empregados sejam capazes de reconhecer estímulos externos relevantes, trazê-los para a companhia e determinar como melhor alavancá-los para produzir valor.

  • Assegurar que os membros certos do time tenham quantidade suficiente de tempo para impulsionar a inovação. LaMonte indicou que o setor de inovação da J&J delibera muito quando vai selecionar líderes para novos projetos de inovação. Um executivo sênior que está conduzindo uma divisão multi-milionária provavelmente não é a pessoa certa para liderar a incubação de um novo produto, por exemplo. A empresa procura empregados que têm o desejo de serem líderes de inovação (ao invés de tentar forçar alguém a se adaptar a essa função), providenciando as ferramentas e treinamento necessários para o seu sucesso. Essas pessoas, então, podem se tornar evangelizadoras, ajudando a conduzir o modelo de inovação da J&J através dessa imensa e descentralizada organização.

  • Deixar as pessoas mais confortáveis diante do risco, tomando-o como um desafio. A maioria dos gerentes e executivos gasta boa parte de suas carreiras evitando o risco. Os líderes de inovação da J&J são treinados para abraçar e gerenciar o risco, através da experimentação e de modelos de “teste-e-aprenda”.

  • Finalmente, é um desafio permanente manter a força necessária para manter a inovação na escala de valores da companhia, já que ela sempre estará competindo por tempo e atenção com outros desafios do cotidiano empresarial.

Pelo visto, parece que a J&J tem empreendido o esforço necessário para desenvolver e sustentar a inovação em escala global. LaMonte enfatizou ainda que a companhia ainda tem um longo caminho pela frente, mas o caminho é claro, porque as peças certas estão nos lugares certos. E o mais importante, de acordo com ele, é que a Johnson & Johnson tem uma longa história de “amor pela mudança”, e isso trabalha em seu favor, sem dúvida.

08/11/2007

Seminário Virtual - Global Innovation Exchange

Hoje é o primeiro dia do seminário virtual Global Innovation Exchange 2007, uma conferência on-line sobre inovação, que estará no ar até dia 09 de novembro.
De acordo com o site do evento virtual, o Global Innovation Exchange busca compartilhar e difundir insights, estratégias e práticas inovadoras ao redor do mundo. Como é 100% virtual, tem o valor de uma conferência presencial, mas em um formato altamente inovador, que permite ganhar tempo e dinheiro.
Se você quiser participar, ainda dá tempo. Clique aqui para se inscrever, participar dos eventos restantes e receber os arquivos por 60 dias. O preço total é de 200 dólares (+ - 400,00 reais).
O palestrante de hoje, por exemplo, foi Steve LaMonte, Vice-Presidente de Inovação da Johnson & Johnson Healthcare Products. Sua conferência foi sobre como gerenciar globalmente a inovação em uma corporação gigantesca e descentralizada como a dele.
Se você não dispõe desse montante, pode acessar o blog Inovattion WebLog, que vai, nos próximos dias, publicar resumos das conferências, destacando os principais pontos, dicas e insights dos convidados (em inglês). O blog da Quantum também irá resumir e traduzir algumas idéias a partir desse blog, aguarde os próximos posts.
Participe, essa é uma ótima maneira de obter conhecimento, sem gastar muito e sem ter que se deslocar. Claro que esse tipo de evento não permite ampliar o networking (uma das principais vantagens dos eventos presenciais), mas sem dúvida pode ser muito enriquecedor.
Tomara que essa onda pegue por aqui!

01/11/2007

Incentivo financeiro a projetos de inovação tecnológica em Minas.

Se sua empresa tem um projeto de TI inovador mas não tem dinheiro para colocá-lo em prática, essa é uma boa notícia!
Projetos de pesquisa e desenvolvimento de processos e produtos inovadores realizados por empresas de Minas Gerais podem concorrer a recursos não-reembolsáveis da ordem de R$ 24 milhões. O aporte é do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe Subvenção), que foi lançado este mês por meio do Edital 21/2007. Os recursos são provenientes da Finep, da Fiemg e da Fapemig.
As propostas para obtenção de apoio financeiro podem ser encaminhadas até o dia 15 de fevereiro de 2008. O objetivo é incentivar a execução de projetos de inovação que apresentem soluções tecnológicas, com potencial de inserção no mercado, de impacto social ou comercial, desenvolvidos por empresas, preferencialmente de base tecnológica, sediadas no estado.
O edital também apoiará projetos de inovação nas seguintes áreas prioritárias: fármacos e medicamentos; eletro-eletrônicos; tecnologia da informação e comunicação; nanotecnologia; biotecnologia; bens de capital; cadeia do petróleo e gás; cadeia automobilística; tecnologia ambiental; energia; cadeia de alimentos e agronegócios; mínero metalúrgico; químicos e derivados.
As empresas interessadas em elaborar projetos ou reapresentar propostas podem entrar em contato com a FUMSOFT, que oferece consultorias com apoio do Sebrae-MG. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail cine@fumsoft.softex.br ou pelo telefone (31) 3287-1697.
Veja AQUI os editais interessantes para a área de TI, monitorados pelo Centro Integrado de Negócios (CINE) da FUMSOFT.