29/10/2007

Erros de Gestão - Parte III

A Gestão do Tempo, de que já falamos aqui, também é um importante item na lista de problemas de gestão que estamos explorando. Quando mal conduzida, ou subestimada, pode trazer muitos problemas para a empresa.
A apresentação abaixo, traduzida para o português por JoaoPL, pode iluminar alguns importantes pontos sobre esse assunto, por isso a disponibilizamos para você.



A apresentação tenta mostrar quão ineficazes são as formas normais de gerirmos o nosso tempo profissional e aponta pistas para melhorarmos o nosso desempenho e qualidade de vida. Confira!

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Link para apresentação original, em inglês: http://www.slideshare.net/damone/time-management-7439

23/10/2007

Erros de Gestão - Parte II

De acordo com nosso post anterior, o segundo maior erro de gestão diz respeito a problemas de planejamento.

Existem muitos tipos e técnicas de planejamento, mas vamos abordar aqui dois tipos principais, que dizem respeito ao conjunto da empresa, e não apenas uma determinada área. Um deles serve para fazer o negócio nascer. O outro, para permitir que ele cresça e prospere.

O primeiro diz respeito ao que comumente se chama de Plano de Negócios, que é um documento que descreve por escrito quais são os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados. Ele formaliza o foco, as prioridades, as condições de possibilidade do negócio e deve ser feito ANTES da empresa ser aberta, a fim de minimizar os riscos e planejar todas as etapas do empreendimento.

No site do SEBRAE MINAS, o empresário iniciante encontra vasto conteúdo sobre esse tipo de planejamento, além de manuais que explicam como elaborar um bom plano de negócios e de softwares de planejamento capazes de amparar esse processo. Além disso, o Sebrae disponibiliza um serviço de consultoria à distância que avalia o plano de negócios do empreendedor, apontando problemas e evitando, assim, problemas futuros.

O segundo tipo "principal" de planejamento diz respeito ao mais do que conhecido (mas nem sempre executado) Planejamento Estratégico. Construído a partir dos objetivos e etapas definidos no plano inicial, esse planejamento diz respeito, principalmente, às estratégias que devem ser seguidas para que a empresa cumpra seus objetivos, supere-os e mantenha-se firme no caso de contratempos inesperados. Ele deve ser (re)feito continuadamente, todos os anos ou semestres, dependendo da empresa, porque diz respeito à sua continuidade no mercado.
Observado de maneira simples, o planejamento estratégico serve para, estrategicamente, colocar a empresa na melhor posição possível no mercado. Isso não tem a ver com estratégias militares? Tem sim, como o próprio nome já diz. Então, se aprofundarmos um pouco a metáfora, toda a complexidade dessa tão importante ferramenta torna-se um pouco mais clara. Então, vejamos.
1 - Um exército não precisa ir para a guerra com exímios combatentes, armados com as melhores armas? Sim. Então, sua empresa também precisa ir para o mercado com os melhores funcionários que encontrar, treinados da melhor maneira possível, motivados, alinhados com os objetivos da empresa e armados com as ferramentas tecnológicas mais funcionais, produtivas e fáceis de manejar do mercado.

Como fazer tudo isso? Planejando. Reservando caixa para treinamento contínuo de pessoal, pesquisando no mercado soluções simples mas poderosas, que atendam às suas demandas sem esvaziar o seu bolso. Motivando sempre seus colaboradores e priorizando sempre o humano em lugar do financeiro (melhor tipo de motivação que existe). Entre outras coisas.

2 - Um exército não precisa estar bem posicionado no campo de batalha, para que não seja cercado pelo inimigo? Claro. Então, sua empresa precisa estar muito bem focada, posicionando-se no mercado de maneira clara, oferecendo produtos e serviços de qualidade aos clientes que realmente precisam e desejam esses produtos (mercados de nicho são muito mais rentáveis).

Como fazer tudo isso? Planejando. Reservando tempo e dinheiro para pesquisar a fundo o seu mercado, os seus clientes, o que eles REALMENTE querem e desejam. Pesquisando sempre novos mercados, novas oportunidades de negócio e novas técnicas de produção/estoque/vendas. Investindo em treinamento para que os colaboradores tratem seus clientes da melhor maneira possível. Investindo em qualidade crescente para seus produtos e serviços. E muito mais.

3 - Um exército não precisa de uma forte ligação entre seus membros, principalmente entre os que estão vendo o avanço das tropas de cima e os que estão na linha de frente da batalha? Definitivamente sim. Então, sua empresa também precisa de uma comunicação eficiente, clara e de confiança entre seus membros, principalmente entre superiores e subordinados.
Como conquistar tudo isso? Planejando. Programando ações combinadas e reuniões periódicas que somem em vez de diminuir. Integrando todos os colaboradores e parceiros em uma rede de confiança e compromisso, onde TODOS saibam para onde a empresa pretende ir, e o que eles ganharão se a ajudarem nessa batalha.
4 - E finalmente, um exército não precisa conhecer o exército inimigo? Sim, sim, sim, sim! Então, sua empresa precisa conhecer a concorrência a fundo. Em todos os detalhes.
Como fazer isso? Planejando. Reservando pessoal e dinheiro para pesquisas de mercado. Observando de perto os concorrentes, visitando-os, acompanhando sua evolução.
Muitas outras associações podem ser feitas, mas cremos que o objetivo foi cumprido, que é o de apontar para a importância do planejamento na vida de uma empresa. Quando ele não existe, é incoerente com os objetivos da empresa ou inconsistente, é fácil ver o que acontece: a empresa perde a guerra. Às vezes, com baixas consideráveis e fatais.
Quando se planeja de maneira eficiente, tempo e dinheiro não são fatores limitadores - Pense nisso!
Para aprender mais, confira no Portal da Administração o ótimo artigo de Nori Lúcio Júnior, onde o tema é abordado através de 10 itens muito bem explicados!

17/10/2007

Erros de Gestão - Parte I

De acordo com nossa experiência, os cinco principais erros de gestão são os seguintes:

  1. Falta de Clareza / Foco.
  2. Falta (ou problemas) de planejamento.
  3. Gestão do Tempo deficitária.
  4. “Incêndios”.
  5. Problemas financeiros.

Todas eles se relacionam entre si, como é fácil de ver. O fato de não ter clareza sobre o que é o seu negócio (ou onde você quer chegar com ele) gera problemas de priorização de atividades (gestão do tempo) e pode levar a planejamentos inconsistentes, inclusive financeiros. A falta de planejamento faz com que os “incêndios” apareçam e que se passe muito tempo apagando-os, no lugar de planejar novas abordagens e estratégias. Os “incêndios” geram problemas financeiros também, pois acontece de alguns projetos não trazerem lucro significativo para a empresa, tamanho o número de problemas que trouxeram. Com o endividamento, a possibilidade de se poder “parar” para planejar e redimensionar o que for necessário se reduz muito, o que acaba gerando mais incêndios, mais problemas e cada vez menos clareza e falta de foco.

Se sua empresa vive um cotidiano de incêndios e problemas financeiros (itens 4 e 5), o chamado “círculo vicioso” da gestão deficitária já se estabeleceu. Nesse caso, é imprescindível arrumar tempo e disposição para retomar os itens 1, 2 e 3, sem deixar de tentar resolver os problemas relativos a 4 e 5. Parece difícil? Sem dúvida, mas não é impossível. No entanto, se os três primeiros itens não forem considerados, o círculo vicioso vai fazer cada vez mais estragos, podendo levar à bancarrota.

Para não conviver com incêndios ou problemas financeiros, é preciso cuidar muito bem dos três primeiros itens. Portanto, vamos ver cada um deles separadamente. Nesse post, falaremos sobre o primeiro, a necessidade de foco.

Muitos pensam que foco e clareza de objetivos é algo simples de se determinar. Mas isso não é verdade.

Há dois problemas aí. Quando se determina o foco e o objetivo sem o necessário conhecimento para tal, corre-se o risco de desenhar objetivos ingênuos, sem pé na realidade imaturos, portanto. É comum ver projetos de negócio com esses problemas em turmas iniciantes de administração, mas não é incomum ver esse mesmo tipo de problema no mercado.

Portanto, o primeiro passo para a clareza é o conhecimento. É o estudo detalhado do tipo de negócio, do mercado onde ele será inserido e de muitas outras variáveis importantes. Para se ter uma visão clara e objetiva, é preciso muito trabalho.

O segundo problema relacionado ao foco do negócio é a sua apenas aparente fixidez. Muitos pensam que, depois de estudar muito e fechar um plano de negócios consistente, basta tocar em frente e ver o barco avançar. No entanto, mesmo esse plano original, ou estrutural, como muitos chamam, precisa ser revisto de vez em quando. Ou de quando em sempre.

Isso porque TUDO na vida humana muda. E no mundo dos negócios, essas mudanças são, às vezes, abruptas demais, levando muitas empresas a sucumbir de uma hora para outra. Os mercados mudam, os clientes mudam, as expectativas dos consumidores mudam (e como), seus colaboradores mudam, você muda.

Portanto, o foco e os objetivos do seu negócio devem sempre levar em conta essas mudanças e tentar se adaptar a elas quando necessário. Às vezes, será preciso apenas “contornar” o obstáculo; às vezes, será necessário “tirá-lo” do caminho; e às vezes, é preciso mesmo mudar de direção.

11/10/2007

Soluções Mágicas, Respostas Prontas - Mitos que Impedem o Crescimento dos Negócios... E do Brasil!

Marcelo Coppola, editor-executivo de Época NEGÓCIOS, discutiu no seu blog Inovação um assunto muito interessante - o perigo dos mitos no mundo dos negócios.
No post em questão, ele fala sobre o livro de Jeffrey Pfeffer e Robert Sutton, A Verdade dos Fatos (Editora Campus/Elsevier), lançado há pouco no Brasil. O livro alerta contra as receitas fáceis dos autores de best-sellers e defende um “gerenciamento baseado em evidências”, no qual os fatos interessam mais do que as soluções mágicas.
Coppola mostra ainda - através de um quadro retirado do livro - como as "verdades" oferecidas pelos best-sellers de negócios são muito variadas e, muitas vezes, opostas entre si.
Esse assunto nos interessa porque evidencia um problema muito grave da nossa cultura, principalmente no caso do Brasil: o desejo por respostas fáceis e fórmulas mágicas para resolver problemas complexos.
Ora, amadurecer implica, necessariamente, em aprender a lidar com problemas complexos, com múltiplas variáveis, e a reconhecer que eles não podem ser resolvidos num piscar de olhos ou num passe de mágica (como acreditam as crianças), mas sim com muito esforço, dedicação, planejamento e, principalmente, energia.
Não queremos dizer aqui que as idéias desses pensadores não sejam razoáveis ou que não possam ser aplicadas. Importante é desenvolver o espírito crítico e procurar avaliar se aquela idéia ou plano pode ser aplicado ao seu problema, tentando imaginar que espécies de soluções ela pode trazer. O mais provável é que ela resolva partes do problema, ou que possa gerar insights que ajudem a encontrar outras soluções. Mas, se as mangas não forem arregaçadas para tirar essas idéias do papel, nada acontecerá.
Em outras palavras, a leitura dos best-sellers, sejam eles de negócios ou não, deve vir acompanhada de maturidade, reconhecendo que ali não está uma solução fácil, mas uma idéia que" pode" ajudá-lo a resolver alguns gargalos, a ter outras idéias, a desenvolver outras capacidades, a trabalhar de outras formas.
E de novo: FÓRMULAS MÁGICAS NÃO EXISTEM! Os que esperam por elas, ou ainda não cresceram, ou compartilham do desejo (comum no Brasil) de vencer com pouco esforço. E são justamente as ações orientadas por esse "desejo" que atrapalham muitos negócios, que jogam areia nas negociações, que impedem relações maduras, baseadas na confiança, no compartilhamento de problemas, na construção de um país melhor para todos.
Essa idéia está afinada com a que está exposta por Clemente Nóbrega na magífica reportagem da Época NEGÓCIOS desse mês - Por que o Brasil é ruim de inovação?
Para Nóbrega, não inovamos por muitos motivos, mas o principal deles é a falta de confiança (geral) que permeia as relações na nossa sociedade.
Ele afirma, por exemplo, que o tripé "reciprocidade- justiça-confiança é o eixo central em qualquer comunidade inovadora. A percepção de que “as coisas são injustas por aqui” corrói e trava tudo".
Resta-nos, no entanto, uma alternativa - parar de procurar respostas fáceis e trabalhar arduamente para fazer com que a ética, o compromisso e o respeito estejam presentes em todos, repetimos, TODOS os campos da nossa sociedade, inclusive, claro, no mundo dos negócios.

08/10/2007

Considerações sobre a Rodada de Negócios do Sul de Minas

By Tércio Ribeiro de Barros
Diretor de Relacionamento
QUANTUM Tecnologia & Gestão Empresarial


Nos dias 03 e 04 de outubro, participei da Rodada de Negócios do Sul de Minas, em Pouso Alegre, que reuniu 279 empresas fornecedoras e 35 empresas compradoras. A experiência mostrou-se muito enriquecedora, por vários motivos.
Em primeiro lugar, o evento foi muito bem organizado pelo SEBRAE MG, que escolheu muito bem o local e as empresas participantes. A logística do evento também foi muito bem pensada, não tendo havido espaço para maiores contratempos.
Em segundo lugar, a qualidade das empresas participantes e o nível de seus representantes permitiram trocas de informações muito relevantes e muitos contatos! Os contatos "informais" que aconteceram no saguão principal também foram muito produtivos, às vezes até superando os que tinham sido previamente agendados pela comissão organizadora. Além disso, a inclusão das empresas no Catálogo de Oportunidades permitiu que encontrássemos contatos e demandantes com facilidade.
Finalmente, a interação com as pessoas também foi muito boa, valeu ter conhecido tanta gente de talento, iniciativa e criatividade, sem falar nas pessoas da região, que nos receberam muitíssimo bem.
Enfim, o evento foi muito bom, tanto em termos de negócios e de oportunidades quanto em termos de experiência pessoal. A interação pessoal é uma forma de contato muito instigante, que ultrapassa as possibilidades de contato "à distância", como a web ou o telefone, e acaba permitindo descobrir aspectos ou oportunidades que não seriam possíveis a não ser pessoalmente.
Quero, em nome de toda a Quantum, parabenizar os organizadores pela iniciativa e pela organização em geral, e aproveito para dizer que quero ser convidado para os próximos eventos!

05/10/2007

A Quantum recomenda: 7º EVENTO TÉCNICO – PMI/MG

No sétimo evento técnico do PMI em MG, o destaque será a palestra de Nelson Bernis Abdo, PMP e Gerente de Programa de Projetos Estruturadores da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais.
O título da palestra é A liderança como fator crítico de sucesso em projetos. A palestra versará sobre a importância da liderança, de como um gerente se impõe como líder e faz de sua equipe não apenas uma equipe de colaboradores, mas sim de seguidores. A palestra analisará ainda o filme O vôo do Fênix e sua estreita relação com o processo de gerenciamento de equipes em um projeto.
Data: 15 de outubro de 2007 – Segunda-feira
Horário: De 18:30 às 20:30
Local: Rua Tomé de Souza, nº 67, 3º andar, Funcionários.
(atrás do Corpo de Bombeiros da Avenida Afonso Pena)
Agenda:
  • 18h30 às 18h45: Lanche de Confraternização.
  • 18h45 às 19h00: Abertura.
  • 19h00 às 20h10: Palestra - A liderança como fator crítico de sucesso em projetos.
  • 20h10 às 20h30: Perguntas e Dúvidas.

Investimento:

  • Membros do PMI-MG: Gratuito
  • Membros da Sucesu-MG e PMI: R$10,00.
  • Demais profissionais: R$15,00.
  • O pagamento deverá ser efetuado no local

Inscrições:
Somente através do e-mail eventos@pmimg.org.br (informando empresa, email, telefone e PMI ID, se for membro).

Realização:
Project Management Institute – Capítulo Minas Gerais (PMI-MG)
Telefone: (31) 3280-3302

Apoio:



04/10/2007

Língua estrangeira na Web


Mais uma dica para os amantes de idiomas. Dessa vez, do blog Favoritos, de Luiza Voll, uma blog obrigatório para quem gosta de novidades e dicas interessantes.
A dica é o site Mango, que ofere 11 cursos gratuitos de línguas. Você pode escolher entre espanhol, russo, grego, alemão, chinês, japonês, francês, italiano e polonês. A medida que você vai progredindo, vai testando seu conhecimento. Cada curso tem mais ou menos 100 lições, dadas em inglês.

Escolha sua língua e bom estudo!

03/10/2007

Comparação de tarifas bancárias

Em meados de setembro, a Febraban colocou na internet dados de 46 tipos de serviços cobrados por 10 grandes bancos de varejo para que o consumidor possa comparar os preços e escolher o banco que mais atenda aos seus propósitos.
Vale a pena conferir esse importante serviço que, de acordo com os organizadores, vai trazer "maior transparência e comparabilidade real às tarifas praticadas pelas Instituições Financeiras por seus produtos e serviços".
Fazemos votos de que esse tipo de iniciativa se espalhe por todas as áreas e segmentos. O consumidor é quem sai ganhando, bem como aquelas empresas que estiverem cobrando justamente por seus serviços.
No entanto, vale sugerir que não é só de preços e tarifas que vive uma boa parceria. O consumidor deve tomar esses elementos como um dado entre outros antes de decidir. Afinal, fatores como qualidade de atendimento, rapidez na resolução de problemas e, no caso dos bancos, gestão eficiente dos recursos, também devem ser levados em conta.

02/10/2007

Parcerias vencedoras: Alinhamento entre TI e áreas de negócio

Já comentamos aqui sobre o processo de desenvolvimento de um software e a necessidade de acompanhamento e planejamento contínuos de todo o processo, desde o esboço das demandas (requisitos) iniciais até a implantação.
Hoje, vamos nos concentrar em uma questão muito importante. Para que um software seja bem utilizado por seus usuários, em toda a sua potencialidade, é importante que algumas questões relativas ao “alinhamento” entre a área de TI e as diversas áreas de negócio que vão utilizar a solução sejam observadas.
Quando a área de TI precisa “comprar” ou desenvolver um sistema que vai impactar diretamente no trabalho de muitas pessoas e áreas da empresa, a integração entre essas áreas e a área de TI é essencial.
O investimento da diretoria e dos líderes da área/departamento em questão (se a empresa toda for utilizar a solução, todos os diretores e gerentes devem participar do processo) é o primeiro passo para fazer as negociações e reuniões posteriores darem certo. Esses líderes precisam “comprar” a idéia, uma vez que são eles que vão acompanhar o processo de implantação e treinamento e as mudanças que esses processos trazem. Também são eles que vão acompanhar os resultados e conviver, cotidianamente, com o sistema.
Portanto, se eles estiverem presentes também na fase de determinação de requisitos, e puderem, se não tomar decisões, pelo menos participar das discussões, “traduzindo” para os profissionais de TI como funciona o seu departamento ou área e que rotinas e tarefas o sistema EFETIVAMENTE deve fazer, o resultado final será bem próximo do ótimo, senão do excelente.
As fases de planejamento do desenvolvimento (ou da implantação) do sistema também são muito importantes, e é imprescindível a presença dos gerentes das áreas afetadas nessas etapas. Se sua presença já é importante nas primeiras fases do planejamento, que dirá das intermediárias, onde são feitas revisões e/ou modificações no plano original.
Pensem bem, se essas mudanças não forem comunicadas, ou negociadas, com as pessoas que vão utilizar realmente o sistema (ou com o seu “representante”), como se pode esperar que o projeto como um todo dê certo? A “manutenção” do alinhamento, portanto, também é um fator preocupante e que não pode ser desconsiderado.
Às vezes, em projetos muito longos, as fases iniciais de planejamento e definição de expectativas são enfrentadas com entusiasmo, mas, com o passar do tempo, os ânimos arrefecem ou se misturam com inúmeras outras tarefas, então o projeto de desenvolvimento ou implantação do sistema acaba sendo “acompanhado” de perto apenas pelos profissionais da área de TI, o que acaba pondo em risco todo o investimento inicial.
Para que nada disso aconteça, portanto, é preciso planejar muito, envolver ativamente todos os interessados no processo e manter esse envolvimento e participação até o final.
Para tanto, a reportagem da ComputerWorld dá algumas dicas. E preciosas!
Listamos algumas abaixo, mas você pode conferir a reportagem toda aqui.
Truques práticos de alinhamento entre TI e áreas de negócio:
  • Não permita agendas secretas. Exija que todas as partes interessadas esclareçam suas expectativas no início. Depois discuta-as até haver consenso.
  • Estabeleça metas em conjunto. Não deixe que os líderes de negócio ditem as expectativas.
    Deixe claro, no início, o custo das mudanças. Certifique-se de que as partes interessadas entendam que uma mudança em um aspecto - budget, prazo ou escopo -- afetará os outros dois.
  • Descubra qual é a prioridade da unidade de negócio em cada projeto: cumprir prazo, cortar custos ou criar uma nova funcionalidade. Depois se concentre nesta prioridade.
  • Reúna profissionais de negócio e de TI, se possível. Nada supera as reuniões frente a frente freqüentes com os responsáveis pelo negócio. Não receie um excesso de comunicação.
  • Explique aos usuários finais como e por que o suporte mudará se você terceirizou uma atividade de TI.

Siga as regras e boa sorte!



26/09/2007

Você conhece o seu negócio? Princípios de Gestão do Conhecimento


By Edilberto F. Leão
Gerente Comercial Quantum

Como a sua empresa produz conhecimento? Como esse conhecimento é disseminado, compartilhado, usado, compreendido?
Existem formas de identificar se esse conhecimento e estratégico para a empresa? E se for, existem maneiras de validá-lo, de protegê-lo, de transmiti-lo?
Se você não soube responder a algumas ou a todas as perguntas acima, provavelmente é porque sua empresa não trabalha com o conceito de gestão do conhecimento. Se esse for o caso, cuidado. Investir em Gestão do Conhecimento pode ser algo bastante estratégico e, a longo prazo, imprescindível para o crescimento do seu negócio.
Mas o que é, o que significa exatamente Gestão do Conhecimento? Para entendermos melhor, podemos começar avaliando o que é conhecimento.
Se você tem uma informação, mas não sabe o que fazer com ela, você não tem conhecimento. Se você tem uma informação e sabe o que ela significa, sabe que impactos ela pode causar e o que deve fazer para controlar, evitar ou ampliar esses impactos, você tem conhecimento.
Ou seja, só obter informações não é suficiente. A informação deve ser utilizada para embasar ações planejadas e tomadas de decisões. Se você sabe como um determinado meio (sua empresa, por exemplo) reage a determinadas informações (alta de juros, por exemplo), você pode antever as mudanças e se posicionar de forma a obter vantagens e ser bem sucedido em seus objetivos.
É claro que, dentro de toda empresa, circula uma quantidade imensa de informações, e de conhecimento. A cada instante, algum colaborador toma decisões baseado em sua experiência, em sua visão de mundo, em seu conhecimento adquirido. Como fazer com que essas decisões sejam as melhores possíveis, como garantir que elas compartilhem do objetivo maior da empresa (ou seja, crescer)? Esse é o objetivo principal da Gestão do Conhecimento. Mas há outros:
  1. Tornar acessíveis grandes quantidades de informação corporativa, compartilhando as melhores práticas e tecnologias;

  2. Permitir a identificação e mapeamento dos ativos de conhecimento e informações ligados a qualquer organização, seja ela com ou sem fins lucrativos (Memória Organizacional);

  3. Apoiar a geração de novos conhecimentos, propiciando o estabelecimento de vantagens competitivas.

  4. Dar vida aos dados tornando-os utilizáveis e úteis transformando-os em informação essencial ao nosso desenvolvimento pessoal e comunitário.

  5. Organizar e acrescentar lógica aos dados, de forma a torná-los compreensíveis.
Para que tudo isso aconteça, portanto, são necessárias práticas de gestão coordenadas em prol desses objetivos. O conjunto dessas práticas é o que chamamos de Gestão do Conhecimento. Resumidamente, podemos dizer que a Gestão do Conhecimento é um processo sistemático, articulado e intencional, apoiado na geração, codificação, disseminação e apropriação de conhecimentos, com o propósito de atingir a excelência organizacional.
Como esse processo é complexo, dinâmico e permanente, a utilização de ferramentas de apoio, como o HD-3, por exemplo, é essencial para o sucesso da empreitada. No entanto, não adianta só adquirir o software e esperar que os resultados apareçam, como em outros projetos organizacionais, é preciso que toda a empresa compre a idéia, modifique seus paradigmas, invista nesse que é um dos mais seguros caminhos para o crescimento: o auto-conhecimento.
Sim, porque gestão do conhecimento significa principalmente isso, auto-conhecimento. Se sua empresa não se conhece o suficiente, como pode crescer? Fica a pergunta.
Em breve retomaremos esse tema, discutindo as principais "etapas" de um projeto de gestão do conhecimento. Aguarde.

24/09/2007

Developer´s Day

Os desenvolvedores de TI agora têm um evento só para eles, é o Developer´s Day. O evento acontecerá no dia 04 de outubro desse ano e está sendo promovido pela Assespro-MG.
Durante todo o dia, haverá palestras sobre tendências e informações técnicas do universo de desenvolvimento de sistemas. Os temas são muito interessante, confira a grade aqui, ou no site do evento: http://www.developersday.com.br/. Até o dia 29/09, os ingressos saem por R$ 60,00 (estudantes) e R$ 120,00 (profissionais).
O encontro vai reunir desenvolvedores, analistas de negócios, analistas de sistemas, arquitetos, coordenadores e gerentes de TI, não é uma ótima idéia?

19/09/2007

ExpoMoney

Já estão abertas as incrições para um interessante evento para executivos, o ExpoMoney, um evento de educação financeira e investimentos que pode enriquecer sua relação com o dinheiro, com o planejamento financeiro (pessoal e corporativo) e com as diversas opções de investimento do mercado atual.
O evento acontece em São Paulo, entre 26 e 29 de Setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca.

18/09/2007

Aprenda outros idiomas pela web!


O blog MeioBit postou uma ótima dica, que pode ser muito interessante para os executivos, que vivem sem tempo para nada e não saem do computador. É um sistema de aprendizado de idiomas que usa atividades práticas, muita conversação e pode ser acessado pela web - o LingQ!


No ambiente do LingQ, é possível realizar atividades de leitura, audição, redação e conversação (com Skype). A maioria das atividades é gratuita, mas para participar das práticas de conversação via Skype é necessário comprar pontos através do PayPal.


Os idiomas disponíveis são: inglês, russo, alemão, francês, sueco, espanhol, italiano, português e japonês.



17/09/2007

Empresas participantes do G2 apresentam benefícios do MPS.BR

Em workshop realizado na FUMSOFT, o segundo grupo (G2) que busca a qualificação mostrou resultados parciais que confirmam a melhoria do processo de desenvolvimento de software.

Cada vez mais empresas mineiras atestam os benefícios do programa de Melhoria de Processo do Software Brasileiro (MPS.BR). A conclusão foi apresentada na última sexta-feira (24 de agosto) por oito empresas que participam do segundo grupo que busca a qualificação. O workshop de exposição dos resultados parciais foi realizado no auditório da FUMSOFT – Sociedade Mineira de Software, que, por meio do Centro de Competência em MPS.BR e CMMI (CCOMP.MG), gerencia a implementação do programa.
A reunião contou com a presença de vários empresários e colaboradores das empresas participantes. De acordo com o coordenador do CCOMP.MG, Carlos Barbieri, a avaliação do encontro foi positiva. "As empresas, claramente, sentiram a vantagem de observar seus pares, nos seus problemas comuns e nas soluções desenhadas, ficando evidenciado que o tamanho do desafio é o mesmo para todos", analisou. O segundo grupo iniciou o processo no fim do ano passado e terminará no começo de 2008.
A Quantum Tecnologia e Gestão Empresarial vem aplicando o processo em novos projetos e as diferenças são facilmente percebidas. "O cliente já está sendo integrado à maneira institucionalizada de desenvolver o software", afirmou o proprietário da empresa e presidente da FUMSOFT, Welington Teixeira Santos. A Quantum possui atualmente 40 colaboradores, que, segundo o coordenador Fernando Moreira, estão integrados às novas ferramentas.
O gerente da iPixel, Fábio Moreira Campos, também confirma que os reflexos da implantação do MPS.BR podem ser vistos no ambiente externo. "Os clientes estão mais satisfeitos com uma proposta bem elaborada e um desenvolvimento sistematizado", observou. Segundo Campos, a empresa aprendeu a importância do ciclo de vida para os projetos, do processo claro e definido para o desenvolvimento de software e de aliar as competências da equipe ao processo, entre outras lições.
A Quantum, a iPixel, a e-Service, a LinkCom e a Pentagrama pleiteiam o nível G do MPS.BR, juntamente com as duas empresas públicas do município e do estado, Prodabel e Prodemge. No segundo grupo, apenas a TechBiz busca o nível F da qualificação. O programa tem duração de 15 meses. O primeiro grupo, formado por dez empresas, foi certificado em julho deste ano e colocou Minas Gerais na liderança nacional em melhoria dos processos de desenvolvimento de software.
O MPS.BR é um programa brasileiro de qualificação e certificação de empresas em processos de melhoria de qualidade. Ele atesta a qualidade dos processos de desenvolvimento, manutenção, engenharia e aquisição de software em uma empresa, a um custo muito inferior ao similar internacional, o CMMI (Capability Maturity Model Integrated). Outras informações podem ser obtidas na FUMSOFT pelo e-mail ccomp.mg@fumsoft.softex.br ou pelo telefone (31) 3284-9164.

Fonte: Fumsoft - Comunicação e Marketing
[http://www.fumsoft.softex.br/fum_noticias.shtm#4]

13/09/2007

Gestão do Tempo - o problema da prioridade

Nosso mundo é um mundo de excessos. Excesso de informação, excesso de entretenimento, excesso de trabalho, excesso de comunicação, excesso de sociabilidade.
Só o que falta, pra poder viver tudo isso, é TEMPO.
Quem já não parou para pensar em quanto tempo é gasto assistindo a filmes superficiais ou a comerciais inúteis, visitando parentes distantes ou indo a festas com pessoas que não nos acrescentam nada, fazendo cursos sobre assuntos que não nos dizem respeito ou comprando pilhas de revistas que nem mesmo são lidas? Isso sem falar na avalanche diária de e-mails, telefonemas, reuniões, compromissos sociais e "pepinos" dos mais diversos?
É por tudo isso que os cursos de Gestão do Tempo têm proliferado na internet e nas escolas de administração e negócios. Os executivos, mais do que ninguém, têm sofrido a sobrecarga de estímulos da pós-modernidade e não sabem o que fazer com ela.
No entanto, a grande maioria desses cursos aponta para um "primeiro passo" que é muito significativo. A primeira coisa a fazer para se organizar é estabelecer PRIORIDADES (há uma "experiência" bastante famosa para entender melhor esse conceito, confira aqui).
Isso significa, basicamente, que temos que rejeitar toda uma série de coisas se quisermos "realmente" fazer aquilo que nos interessa mais. O "realmente" vai entre aspas porque, de acordo com nossa experiência como gestores, é aí que mora o problema.
Aos executivos que se deparam com problemas de organização e gestão do tempo, normalmente é pedido que façam uma lista de prioridades. As listas, de uma maneira geral, estabelecem família, cônjuges, amigos e aperfeiçoamento pessoal como prioridades. Ou seja, coisas com as quais todos nós "gostaríamos" de gastar o maior tempo possível. No entanto, não é isso o que acontece na realidade.
Antes, no entanto, de fazer todo um planejamento (segundo passo) baseado nas prioridades listadas, é preciso parar um pouco pra pensar. Pensar se realmente aquelas prioridades são verdadeiras, se não as colocamos ali porque "gostaríamos" que fosse assim. Por exemplo, não adianta colocar "passar mais tempo com a família" como prioridade se, lá no fundo, você prefere mesmo ficar navegando na internet ou vendo filmes de luta até de madrugada. Por melhor que seja a boa intenção, ao fim de um par de semanas, o planejamento já foi por água abaixo, porque você acabará dando um jeito de "boicotar" a festa de 15 anos da sua sobrinha para assistir aos últimos lançamentos de ação.
Isso porque qualquer planejamento baseado em uma lista de prioridades "falsa" tende ao fracasso. Se você quer ter mais tempo para fazer o que gosta, é bom ser honesto nessa hora de estabelecer prioridades. Caso contrário, você mesmo vai empurrar seu planejamento gaveta abaixo, junto com todos os outros planos que você já arquitetou.
É bom pensar também que nossas atitudes ATUAIS já dizem muito sobre o que realmente queremos. Se você compromete relacionamentos para varar as noites estudando, ou se trabalha até mais tarde para conseguir aquele cargo tão almejado, é porque você TEM essas coisas como prioridades, e não outras.
Muito antes de tentar organizar os minutos e segundos do seu dia, é bom começar a enxergar melhor seus desejos, suas aspirações, suas afinidades. E ficar de bem com elas, não importa o que diga o resto do mundo ou os manuais de auto-ajuda. Se isso não for feito, o resultado será muita frustração, muito tempo perdido fazendo o que (no fundo) não se quer e ainda mais frustração de sobremesa.
Portanto, como primeiro passo, seja verdadeiro com suas prioridades, e o tempo correrá a seu favor!
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E se você quer mais dicas e reflexões sobre esse tema, confira o site http://www.vocecommaistempo.com.br.
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05/09/2007

Como ter sucesso no desenvolvimento de projetos de TI - Parte II: Gerência de Projetos

Para desenvolver projetos de Tecnologia da Informação com sucesso, como já vimos no primeiro post desta série, é importante que todas as etapas sejam planejadas e desenvolvidas de acordo com regras precisas e claras, preferencialmente ligadas a algum modelo de qualidade, como o CMMI.
Estamos abordando aqui, como se sabe, as regras propostas pelo MPS.BR, o programa para melhoria de processo do software brasileiro, que é, na nossa opinião, mais adaptado à realidade do nosso país.
No post anterior, falamos sobre Gerência de Requisitos (GRE). Hoje falaremos um pouco mais sobre a Gerência de Projetos (GPR).
O própósito da Gerência de Projetos é, como o nome já diz, gerenciar tudo o que for relativo a cada projeto de desenvolvimento de um software. Por "tudo", entenda-se os planos que definem as atividades que serão necessárias para que ele se concretize, os recursos disponíveis e os por conseguir, as responsabilidades do projeto, entre outras coisas.
Além de tudo isso, a Gerência de Projetos deve reunir e disponibilizar todas as informações relacionadas ao projeto e ao seu andamento. Essas informações permitirão fazer correções se houver problemas no desempenho.
Como o MPS-BR é um modelo hierárquico, as exigências são propostas de acordo com o nível de maturidade que a empresa quer atingir. Assim, a Gerência de Projetos dos primeiros níveis faz exigências mais estruturais, mais básicas, enquanto a Gerência de Projetos dos níveis mais altos exige monitoração e planejamento mais apurados, mais complexos, voltados para empresas mais amadurecidas.
Mas falemos um pouco dessas exigências "estruturais", imprescindíveis para que qualquer projeto de desenvolvimento de software dê certo. Ou seja, falemos das regras para o primeiro nível de maturidade a ser alcançado: o nível G - Parcialmente Gerenciado.
Portanto, para que sua empresa seja considerada "Parcialmente Gerenciada", ela precisa obedecer às seguintes exigências:
  • O escopo de trabalho para o projeto deve estar bem definido.
  • As tarefas e os produtos de trabalho do projeto devem ser bem dimensionados, utilizando métodos apropriados para isso.
  • O modelo e as fases do ciclo de vida do projeto devem ser definidos.
  • O esforço e o custo para a execução das tarefas e dos produtos de trabalho devem ser estimados (via dados históricos ou referências técnicas).
  • O orçamento e o cronograma do projeto, incluindo marcos e/ou pontos de controle, devem ser estabelecidos e mantidos.
  • Os riscos do projeto devem ser identificados, bem como seu possível impacto, probabilidade de ocorrência e prioridade de tratamento.
  • Os recursos humanos para o projeto devem ser planejados de acordo com seu perfil e conhecimento.
  • As tarefas, os recursos e o ambiente de trabalho necessários para executar o projeto devem ser bem planejados.
  • Os dados relevantes do projeto devem ser identificados e planejados quanto à forma de coleta, armazenamento e distribuição.
  • Todos os planos para a execução do projeto devem ser estabelecidos e reunidos no "Plano do Projeto".
  • Depois de pronto o Plano de Projeto, deve ser avaliada a viabilidade das metas estabelecidas, de acordo com os recursos disponíveis e possíveis restrições. Se necessário, ajustes devem ser feitos nessa etapa.
  • O Plano de Projeto deve ser revisado por todos os interessados. Depois das revisões feitas, o compromisso entre as partes deve ser firmado.
  • O progresso do projeto deve ser monitorado com relação ao estabelecido no Plano do Projeto e os resultados devem ser documentados.
  • O envolvimento das partes interessadas no projeto também deve ser documentado e gerenciado.
  • Revisões devem ser feitas nos marcos do projeto e conforme estabelecido no planejamento.
  • Registros de problemas identificados e o resultado da análise de questões pertinentes, incluindo dependências críticas, devem ser estabelecidos e tratados com as partes interessadas.
  • Ações para corrigir desvios em relação ao planejado e para prevenir a repetição dos problemas identificados devem ser estabelecidas, implementadas e acompanhadas até a sua conclusão.

Vale lembrar que todas essas regras valem para cada um dos projetos tocados pela empresa. Parece muita coisa, mas com uma boa ferramenta de planejamento e muita organização, é possível cumprir todas essas etapas com relativa tranquilidade. Claro que problemas ocorrem, mas é por isso mesmo que o planejamento determina pontos de "parada", para que se possa avaliar o ritmo e os destinos do projeto, e fazer modificações, se for o caso.

É importante destacar, para os que não gostam de "organização" e preferem fazer as coisas "intuitivamente", que o planejamento e o controle permitem fazer as coisas sempre do mesmo jeito, e como a MESMA QUALIDADE. Ou seja, não acontece de um cliente ter um ótimo sistema, funcionando muito bem, e outro cliente ter um sistema semelhante, mas que apresenta erros (causados por uma mudança repentina nos recursos humanos, como é comum acontecer). Enfim, o padrão de qualidade se mantém, os clientes ficam satisfeitos e a empresa cresce.
Muitas pessoas pensam que o excesso de planejamento e controle engessa a criatividade, mas parece-nos que é justamente o contrário. Quando não há planejamento, perde-se muito tempo corrigindo erros, apagando incêndios, pedindo "desculpas" ao cliente. Tempo que poderia ser utilizado, logo se vê, criando coisas novas, fazendo implementações inovadoras, testando sugestões de melhoras de usuários e planejadores, enfim, melhorando o que já estava bom.
Para Refletir: Quantos projetos já não pecaram por falta de organização, planejamento, acompanhamento? No mundo competitivo em que vivemos, ainda há espaço para esse tipo de conduta?

30/08/2007

Atendendo aos clientes de forma inteligente

Atender o cliente envolve muito mais coisas do que (infelizmente) pensam os empresários (ou grande parte deles), principalmente no Brasil.
É claro que usar ferramentas de Help Desk e Gestão do Conhecimento como as disponibilizadas pela Quantum (estamos falando do HD-3, claro) pode ajudar muito, mas não é suficiente. E porquê? Porque não basta medir, nem controlar, nem gerenciar, se não houver "vontade de atender". Por vontade de atender nós entendemos que a empresa deve "atender com atenção". Ou seja, não se trata de usar as ferramentas para medir o tempo de atendimento e passar a atender no menor tempo possível, mas descobrir o problema do cliente e atendê-lo da melhor forma possível.
Isso significa que deve haver, sim, gerentes monitorando os dados disponibilizados por essas ferramentas, transformando esses dados em informações (que cliente liga mais, quais são os problemas mais comuns, etc.) e tomando iniciativas para que essas informações virem melhorias (realizar treinamentos nos clientes que ligam muito, incluir os problemas mais frequentes na seção de perguntas e respostas do site, etc.). No entanto, é imprescindível que haja, também, treinamento para os funcionários que atendem no SAC, ou no 0800. E treinamento para que eles atendam com mais gentileza, com mais preocupação, com mais integridade; e não mais rapidamente (ou mais demoradamente, como é comum em pedidos de cancelamento e afins).
No seu post de hoje, sobre como pensar o SAC como uma ferramenta de marketing, além de comentar algumas técnicas de atendimento excepcionais, Fábio Seixas afirma que "empreendedores atenciosos têm uma chance de se destacar da maioria". Nós não só concordamos como ele como ousamos afirmar que empreendedores atenciosos têm MUITA chance de se destacar, principalmente no caso do nosso país, onde 10 entre 10 pessoas podem concordar que ligar para centrais de atendimento é o mais perto que se pode chegar de uma sessão de tortura. Sejamos atenciosos, então.
Se no post de ontem refletimos sobre como é importante saber o que o cliente REALMENTE quer quando precisa de um software, é porque entendemos que essa preocupação deve se estender a todos os níveis da organização. No caso do SAC, devemos sempre ter em mente o que o cliente REALMENTE quer quando tem um problema. Ora, sabemos a resposta, não sabemos?
O cliente quer SOLUÇÃO!

29/08/2007

Vagas gratuitas para evento ASSESPRO.

O evento recomendado pela Quantum no post do dia 13-08 abriu algumas vagas gratuitas!

Aproveite! O evento é amanhã, 30/08, 08:00 hs.

Mais informações no link: http://www.assespro-mg.org.br/cafeempresarial/convite_cafe.jpg

27/08/2007

Como ter sucesso no desenvolvimento de projetos de TI - Parte I: Gerência de Requisitos

Todos nós sabemos como é difícil desenvolver (e implantar) projetos de Tecnologia da Informação, especialmente aqueles de grande fôlego, que vão influenciar o cotidiano de toda a empresa (como os ERPs, por exemplo).

Para ter sucesso garantido nesse processo, no entanto, é preciso que todas as suas etapas sejam bem pensadas e planejadas, e cumpridas à risca. Aqui, comentaremos algumas delas como mais detalhe, levando em consideração as regras propostas pelo MPS.BR, o programa para melhoria de processo do software brasileiro.

A primeira delas, como não podia deixar de ser, é a Gerência de Requisitos (GRE).

Pra quem ainda não sabe, requisitos são as demandas do cliente, daquele que vai usar o sistema. É claro que essa etapa é a mais importante, pois se a softwarehouse não entender o que o seu cliente deseja e precisa, ela vai desenhar um sistema que, na melhor das hipóteses, será sub-utilizado. Para que isso não aconteça, o MPS.BR de nível G definiu um processo para gerenciar essa etapa: é a Gerência de Requisitos.

Os objetivos da Gerência de Requisitos são:
1 - gerenciar os requisitos dos produtos e componentes do produto do projeto;
2 - identificar inconsistências entre os requisitos, os planos do projeto e os produtos de trabalho do projeto.

O processo Gerência de Requisitos (GRE) gerencia todos os requisitos recebidos ou gerados pelo projeto.
Quando um projeto recebe requisitos de um FORNECEDOR DE REQUISITOS (pessoa autorizada a participar de sua definição e a solicitar modificação), estes devem ser revisados para resolver questões e prevenir erros de entendimento e interpretação, antes que os requisitos sejam incorporados ao escopo do projeto.

Quando o fornecedor de requisitos e a organização chegam a um acordo, é obtido um compromisso das demais partes interessadas (ex: consultoria, analistas e programadores) sobre os requisitos.
[Fonte: Guia MPS.BR versão 1.2]

Para refletir: Quantos projetos não são bem sucedidos por falha no entendimento dos requisitos, ou até mesmo por não saber identificar o "verdadeiro" Fornecedor de Requisitos?

Ou seja, OUVIR O CLIENTE É FUNDAMENTAL!